sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Amores de alguém diferente? Acho que não...

   

Estava eu ouvindo um pouco de Oasis e lembre do meu primeiro amor que ocorreu aos 7 anos de idade. Acho que com 7 anos eu só tinha duas paixões: assistir Tartarugas ninjas e Lucy. Lucy era uma garota que morava em frente a minha casa, a janela de seu quarto dava com a janela do meu quarto e eu passava as vezes noites vendo aquela menina de cabelos loiros se pentear. Eu na verdade nunca senti nada por ela até então mas me veio um dia uma vontade de estar perto dela muito grande e quando descobri que meu amigo do lado também gostava dela pus uma meta na cabeça, ter Lucy como minha namorada. Eu na verdade não tinha uma nem ideia de como namorar, achava que pegar na mão e de ouvir ela dizer "eu gosto de você tbm" já era um avanço na humanidade e tanto ( descobri o que namorados faziam aos 10).


   Lembro que até brincar de casinha eu brincava para estar ao lado de Lucy, o som de sua voz rouca e o brilho de seus cabelos loiros era algo incrível para mim, meu coração acelerava como se estivesse me balançando em uma rede a toda velocidade, minhas mãos suavam como se eu estivesse com as mãos no bolso em uma tarde quente de verão, eu me tremia as vezes como se estivesse vendo a cara de um cobrador na porta de minha casa. Era algo novo e bom mas... o sentimento dela não era recíproco e dai aprendi o que era amor platônico.
 Por incrível que pareça o meu sofrimento infantil de amor durou menos de uma semana com apenas um comentário feito pela irmã da mesma que disse me achar muito lindinho, isso me deu um novo rumo e assim passei a gostar de sua irmã. Namorávamos via bilhetinho que eram entregues pela minha irmã ou pela irmã dela e isso durou um tempo até razoável e acabou quando uma garota de minha escola (bem mais velha que eu) queria me namorar.



 Essa era bem atirada, já sabia das coisas e pra onde direcionar uma minhoquinha caso ela saísse da latinha antes de virar isca. Não me lembro o nome dela mas lembro que acabamos com a mesma velocidade que começamos a namorar e assim tive que me mudar e deixar todo o meu descobrimento de amor em Cruz.

Com isso fui para Paramoti. Nessa cidade eu já estava pesando mais que um rinoceronte na menopausa (sim, eu fui magro como um palito de cutucar ouvido depois do almoço) e em poucos meses me apaixonei por Eliane. Eliane era uma super-garota, simpática, com uma voz tão doce que derrubava até o maior dos gigantes com apenas um "oi" dado por ela, morena e super-amigona mesmo ela conquistou meu coração em fração de alguns olhares. Engraçado é que.... ela tinha namorado (que por sinal era meu amigo de infância (desde os tempos de frauda) e com isso nunca consegui nem ao menos dizer que gostava dela pois em um ano fui para URUBURETAMA.


Em Uruburetama cheguei mais perdido que fiofó em suruba. Não conhecia ninguém e me achava muito ruim pra arrumar amigos e por esse motivo minha avó arrumou pra mim. Ela viu dois carinhas andando na calçada e disse - Ei tem um menino ali jogando video-game, apareçam lá e puxem uma conversa com ele.

Fiz amizade com um deles no qual ia muito a minha casa para desenhar e conversar de coisas triviais (detalhe é que esse mesmo cidadão ainda é meu amigo) e nesse tempo eu iria fazer minha a 6° série. Foi uma série conturbada porque eu era muito caladão e passava maioria do tempo desenhando e calado na hora do recreio mas ocorreu então uma comemoração do colégio onde todos tinham que ir e assim conheci... Gabriela.

Minha história com Gabriela foi a mais longa e difícil de explicar. A conheci nesse encontro e em menos de um ano estava estudando com ela na mesma sala, nem acreditei que estava eu na mesma sala que ela. A garota sardenta que usava óculos e tinha os cabelos loiros como a camada mais fina de uma armadura de ouro de um cavaleiro estava enfim na mesma sala que eu. Não lembro com exatidão o que aconteceu mas nesse mesmo ano ela parou de falar comigo por algo que eu não fiz e que caiu em minhas costas, lembro que ela ficou uma arara comigo e que disse nunca mais querer olhar na minha cara. Pode isso? Eu rezava para todos os Deuses dos desenhos animados para que ela estudasse comigo e quando isso finalmente acontece ela fica com raiva de mim por algo que eu não fiz?



 Coloquei então uma coisa na cabeça depois desde dia, eu iria ser o mais chamativo, o mais louco, o mais extravagante, o mais ousado rapaz que ela conheceria e com isso eu deixei o cara que sofria bullying de lado e passei a fazer bullying com quem fazia bullying (combo de 3 hits).
  Fazia imitações, careta, charges de professores, cantava na sala de aula, queimava provas, ia pra diretoria por um motivo apenas... ser notado por ela, não sei se ela me notava mas eu me esforçava e muito pra isso.


Depois de muita estripulias e danações finalmente me declarei a ela por meio de uma cartinha, nunca entendi até hoje porque demorei tanto tempo pra dizer isso já que não era um cara comportado demais, passei exatamente 6 anos para poder expressar isso a ela e ainda não diretamente, no fundo acho que ela já sabia.
Infelizmente não fiquei com ela pois acabei namorando outra menina e com isso não pude ir mais atrás dela (embora no meu coração eu ainda gostasse muito dela).

Com essa namorada eu fiquei 6 meses já que fui embora para Fortaleza estudar animação e tentar fazer alguma faculdade. No colégio fazendo o 2° ano do ensino médio conheci aquela que viria a ser a maior referencia para minha vida, Alessandra.

Conheci Alessandra em uma viagem de turma para Guaramiranga, a turma dela ia junto da minha. Nunca trocamos um olhar, nem nunca conversamos mas naquele dia tinha que acontecer o que aconteceu. Ao chegarmos na frienta cidade uma garota comoveu todo o ônibus em busca de sua chinela que havia se perdido dentro do mesmo e em pouco tempo estava eu, ela e um grupo pequeno de amigos subindo a alta montanha para apenas ver uma torre de telefone da Oi e uma paisagem inimaginável. Subi usando umas 2 camisas grossas e levando uma garrafa grande de água na qual eu tive que dividir com ela e seu grupo de amigos. Ao descermos tivemos a grande surpresa que o cabeça de jegue do motorista havia estacionado o ônibus em um barranco de lama e por esse motivo estava atolado.


  Não sei se algum leitor pensou o que eu acabei de pensar ao escrever isso "como um grupo de adolescentes no meio de uma serra sem nada iria desatolar esse bendito ônibus?". Resposta, não desatolamos. Todo mundo metido a Hulk tentou empurrar mais o monstro oco não saiu nem do canto. Com isso não lembro como alguém comentou que eu sabia desenhar e dai todos com cara de "oba, arrumamos o que fazer enquanto esperamos o gancho. Vamos aperriá o desenhista!" e foi o que fizeram.

   Um monte de gente me pedindo pra desenhar suas caricaturas (de grátis) enquanto o ônibus esperava o guincho. E lá se foi o desenhista que não sabia dizer não desenhar aquela ruma de gente, só que no entre aqueles populares havia a garota que havia perdido sua chinela, que havia subido a serra junto comigo e um grupo de amigo e que agora queria ser desenhada tbm. E por que não? Fiz então um desenho dela com o rosto de Joey Ramone e percebi logo de cara que ela não gostou. Depois de enfim o ônibus desatolar, irmos almoçar as 5 da tarde e sabermos que o ônibus havia dado o prego as 6 da noite, fomos esperar o conserto desde bendito ônibus no meio da estrada, passado assim algumas horas, algumas histórias de terror e algumas perguntas a respeito do desenho que eu havia feito enfim íamos embora.

Confesso que o parágrafo de cima foi meio conturbado e bem rápido, mas ele será necessário para o desenrolar desse capítulo.

 Dentro do ônibus, Alessandra sentou junto a mim e fomos então conversando sobre coisas triviais e o por que eu havia feito ela daquele jeito, no meio disso o ônibus deu prego mais uma vez descendo de uma ladeira e faltou resposta apagando todas as luzes e então o ônibus ficou descendo em uma velocidade razoável na banguela. Meu coração pulou e a primeira coisa que pensei foi em agarrar alguma coisa que estivesse por perto,,,, adivinha no que eu agarrei? Sim, em Alessandra. Depois dessa viagem traumática algumas semanas depois percebi Alessandra com um brilho grande em seu olhos toda vez que me via, confesso que eu começava a sentir medo dela pois nunca alguém havia gostado de mim daquela forma sem eu ir atrás. Depois de muitos jogos de xadrez, algumas idas até a sua casa eis que escuto o que eu nunca havia ouvido antes:
- Tenho que te fazer duas perguntas. A segunda só será feita dependendo da resposta da primeira. A primeira é: Quer ficar comigo? (eu fiquei calado e tremendo mais que vara verde) A segunda é: Quer me dar um beijo agora? (eu nem me mexia mais e meu coração já tinha saído pelos ouvidos e dado um alô). Ela então pulou em cima de mim e me beijou.

 
 Pensava eu que esse namoro não ia pra frente e que duraria no máximo uns 3 meses.... estamos juntos a 10 anos e acho eu que ainda tem muita história pela frente. Confesso que aquele medo se tornou o amor verdadeiro, embora eu tenha gostado de uma outra pessoa nesse tempo e ter dado um pausa na nossa vida, nunca vi esse tempo conturbado como algo ruim e sim como algo bom que me fez ver que a felicidade as vezes está na sua mão e que vc não percebe porque acha que ela está nas ruas e quando vc vê que nada daquilo tem sentido sem aquele amor que vc tem nas mãos as vezes é tarde e não há retorno. Pra mim houve um, aos tranco e barrancos mais houve.



Errar é humano, perdoar é divino e aprender com o erro é crescer.

Bem, é isso. Tinha que dividir essa história no blog já que as vezes as pessoas me vêem como um cara que sem sentimentos, apenas doido. Todo doido tem sentimentos, estranhos, anormais mais há um ali no peito.

Sére a todos e até  próxima.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Governo Espelho

 
Em 1989, ano em que a moda era andar de calça "santro-peito", ver o concurso de garota da camisa molhada do Gugu e assistir o tão inovador show da Xuxa foi o ano em que eu descobri uma coisa que mudaria o rumo do meu modo de pensar para sempre. O que é governar?   A grande pergunta que todos estão fazendo nesse momento é: Como um pivete poderia descobrir o que é governar?
  Em 89 eu fazia 6 anos, foi um tempo muito perturbador para mim pois tinha eu arrancando um dente com minha mãe (sempre arrancava com minha avó, mas a sessação de dor e agonia que senti ao arrancar com minha mãe foi uma das piores lembranças que tenho), foi a época que tive caxumba ( a famosa papeira aqui no ceará),  o ano em que vi uma mulher nua pela primeira vez e o ano em que descobri a função de um governante.


  Estava eu em um domingo assistindo Alf, (sim o eteimoso) quando o marido de minha mãe entrou (este marido citado nessa história não era meu pai (meu pai falecerá quando eu tinha 3 anos)) e mudou de canal para assistir ao programas do Silvio Santos, lembro que fiquei com a maior raiva e fui direto a nossa tv de 18 polegas preto e branco e mudei de canal rodando a linda maçaneta redonda que tinha a tv, ele então olhou para mim franzindo a testa com e com o suas narinas tremendo e seus pentelhinhos de nariz aparecendo foi em direção a tv e mudou o canal. Qualquer criança de minha idade pararia com aquela ameaça e iria procurar o que fazer, mas eu estava determinado a assistir o meu Alf custasse o que custasse. Fiz então a mesma cara que ele fez e mudei o canal para o Alf  fazendo assim com que ele tirasse a sua chinela RIDER cor preta e com a sola em formato de ondinhas e me ameaçasse dar uma chinelada. Fiquei multicor pensando na possibilidade de tomar uma chinelada daquele homem que naquelas circunstancias já se encontrava bufando igual um boi quando este toma uma chicotada do boiadeiro.


Fui até minha mãe e o deixei vendo o seu topa tudo por dinheiro  mas com sangue nos olhos fazendo uma promessa a mim mesmo de que iria mudar o canal de uma vez. Falei a ela o que estava acontecendo e está com a doçura de um rinoceronte me disse: - Quem sustenta está casa? Respondendo imediatamente ela própria respondeu: - Eu e o Guilherme. Você não escolheu a mãe que queria, mas eu escolhi o homem que eu queria, dando a ele poder para mandar e desmandar na casa igualmente a mim. Trabalho para sustentar você e sua irmã, tanto eu quanto ele temos o mesmo objetivo e o mínimo que ele poderia ter em troca de tudo que faz por você e sua irmã e assistir tv então vá procurar o que fazer e o deixe em paz.

   
Este texto pode parecer estranho a principio mas ela tem um trecho que marcou muito a minha infância. Você as vezes pode não ter escolhido o governante que tem e por isso deixa com que os outros que cometeram a besteira de escolher errado se lascar para que paguem por seu voto mal dado. Acontece que eles vão empurrando suas obrigações para qualquer um que faça um pouquinho a mais para que  este leve os louros do progresso (se der tudo certo) e crucifique o pecador (se tudo der errado) fazendo assim com que você apenas "busque o que fazer" sem incomodá-lo, rever o passado e analisar se poderia ou não sair algo de bom em escolher aquele ou este candidato é o mais sensato a ser feito, ver as propostas do candidato e procurar saber o que ele já fez no período em que esteve no poder igual um dono de empresa que analisa o curriculum de um candidato a uma vaga em sua empresa procurando saber das referências e qualidades. Abrir os olhos é o primeiro passo....

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pequenos Gestos, Grande Afeto

Eu aos 3 anos de idade
Quando eu era criança eu tinha na minha cabeça que todos os heróis que via na TV existiam. Batman, Superman, Jaspion, Tartarugas Ninjas, Caça-Fantasmas eram os top list pra mim. Como não tive a felicidade de ter minha mãe ou meu Pai ao meu lado durante minha infância esses seres me acompanhavam durante todo o tempo.

  Minha avó (uma verdadeira heroína por ser Pai e Mãe para mim) não podia me dar toda a sua atenção pois trabalhava 24hs sim 24hs não no hospital e eu ficava com babás ou sozinho (isso depois dos 16 anos). Lembro que das melhores brincadeiras a de amarrar uma caixa de papelão nas costas e uma tira de pano no rosto e sair na rua me sentindo uma verdadeira tartaruga Ninja, ou por um tubo de linha seco amarrado em com uma corda e junto da mesma caixa de papelão virar a mochila de prótons dos Caça-fantasmaseram minhas brincadeiras preferidas. Com um tempo minha avó foi morar no hospital e com isso eu passava o dia todo trancado no leito de repouso dos médicos assistindo uma tv pequenina que também era um rádio (ainda preto e branco) e desenhando.  Eram tempos bons, onde a tecnologia não chegava a todos e mesmo assim todos eram felizes. Onde a programação da tv estava de bom tamanho e todos os meus amigos de colégio eram amigos de verdade.

Aos 17 anos com meus amigos na Banda de Rock
Aos 14 anos, lembro das minhas revoltas em sempre achar que estava certo quando não estava, em minhas brigas com minha avó, em ficar emburrado no canto quando a mesma não me deixava sair de casa ou viajar com um grupo de colegas para um final de semana na praia. Embora eu nunca fosse o cara da gandaiá que bebia todas e dançava (esse definitivamente não era eu, pois sempre fui o cara que sentava no canto com os amigos falando de revista em quadrinhos, filmes, desenhos e bandas de rock) nunca conseguia entender porque minha avó era tão chata comigo, porque eu não poderia sair já que ela sabia que eu ia me comportar bem. E com estas dúvidas e confusões resolvi ser o revoltado, e quando falo de revoltado não me reviro a quebrar coisas em casa ou xingar todos na rua mas sim, sair escondido, subir as serras sem ela saber, viajar em segredo e isso com certeza deixava minha avó muito triste e eu não ligava, achava que era drama de avó.
 
   Passando muito tempo depois, vim a fortaleza com a ideia de fazer animação e com isso conheci minha atual companheira. E confesso que eramos de varar noites na casa de amigos, em boates e danceterias e de viver curtindo como se não houvesse amanhã e com um tempo recebemos a notícia que ela estava grávida. Lembro que meu mundo caiu, como eu iria sustentar aquela criança se nem trabalho fixo eu tinha? Como sustentar a gravidez de minha esposa? E pouco meses depois ela sofreu um aborto e o meu filho Gabriel morreu. Foi uma dor que eu jamais pensei sentir, foi como se uma flecha de adamantium furasse meu peito com uma força de 2 toneladas, lembro que adoeci e de uma simples gripe tive uma bronquite grave e graças a Deus me curei.

Maria Clara, a luz da família
   Alguns anos depois, minha esposa teve um sonho que uma menininha de cabelos encaracolados sorria para ela em uma casa branca. Minha esposa então a chamava "Maria Clara, vem cá!" e alguns meses depois desse sonho ela descobriu que estava grávida de uma menina e que acabou ganhando o nome de Maria Clara.
  A ela eu apresentei tudo aquilo que me fazia sorrir quando criança, Pernalonga, Pica-Pau, Tom e Jerry, vários desenhos Disney, revista em quadrinhos ( e ela nem entendia nada ainda) e aos 2 anos, lembro que ela acordou muito cedinho e não quis mais dormir. Peguei-a nos braços, armei uma rede na sala próximo a tv e foi deitar com ela na rede, e fomos ver o que passava. Estava começando o Telecurso 2000, e eu levantei correndo peguei um dvd do Pernalonga e pus ela pra assistir enquanto eu voltava a dormir ( detalhe, liguei o repet e quando acabasse todo o dvd começava de novo). Minha esposa acordou as 7:30 por ai e ela ainda estava acordada assistindo, ela então me acordou e disse "Fernando, nossa filha tá vendo desenho até uma hora dessas e sem chorar?" eu acordei, limpei meus olhos e olhei para ela que me olhou também em resposta e sorriu.

   Descrever essa situação pode parecer simples a quem lê mas para mim foi uma das coisas mais lindas que vivi com ela, e todos os dias antes de sair para o trabalho eu tinha que ligar a tv, colocar o Pernalonga, pôr ela no meu colo sentado numa cadeira de balanço e ver o dvd até acabar, era uma rotina simples para mim mas super importante para ela.

Rafael, meu pequeno grande Herói
    Meu segundo filho eu confesso que vacilei e não aproveitar o começo de seu desenvolvimento, pois foi uma época muito conturbada de minha vida e eu estava separado de minha esposa e com isso namorei outra pessoa. Mas quando voltamos, tentei muuuito recuperar o tempo perdido e dai já era tarde, mesmo assim tentei. Ao Rafael (que recebeu esse nome por conta da Tartaruga, e não tenho vergonha de dizer) mostrei todos os heróis de minha infância, Jaspion, Changemans, Tartarugas Ninjas e inclusive mostrei a ele Star Wars. E a coisa mais bacana nele é que ele da idade que tem ainda é um menino lindo, cheio de pureza e essa semana, eu estava muito cansado pois não dormia a uns 4 dias trabalhando e doente e ele chegou a mim e disse "Pai, o senhor é meu amigo." Claro que chorei a beça e abracei ele e foi aquela coisa toda.

Hoje, passei por mais uma, Minha terceira filha estava chorando muito pra dormir por conta de uma caneta que ela queria. E eu estava muito nervoso por conta dos dias que estou sem dormir trabalhando, então apaguei a luz, peguei no rostinho dela e... expliquei o que eu estava sentindo. Disse que estava cansando, que a amava muito e estava dando tudo de mim pra dar uma vida boa a ela e queria que entendesse isso um pouquinho e parasse de chorar. Ela tocou o meu rosto com as duas mãos, me puxou próximo a ela e me deu um beijo na testa e nesse momento ela parou de chorar ( mas eu comecei).

Fernanda, aquela que trás a alegria
     
                São pequenos gestos desses pequenos que fazem o esforço de um pai valer a pena.

   Hoje, por conta de cada demostração de carinho deles para comigo e dessa preocupação que tenho em dar uma vida boa a eles e tudo, consigo entender o porque da minha avó ser do jeito que era. Começo as vezes a agir como ela e percebo que não é por ser chato mas por cuidado. Por você não querer que seus filhos passem as coisas ruins que vc passou, por saber hoje o quanto vale os estudos na sua vida, por saber que filhos cedo demais não é uma boa opção (embora eles sempre são uma boa opção para mim). Hoje eu entendo perfeitamente minha avó, sei que ela não agia daquela forma por não confiar em mim, agia daquela forma por Amor e eu fico muito grato em saber que esse amor que eu recebi não tem tamanho e será ele que eu vou repassar aos meu filhos e espero que eles façam o mesmo com os seus.


Sére

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Eles Existem Sim, só que não se Parecem maiS

Semana passada, eu e mais alguns amigos participamos da Feira do Empreendedor do SEBRAE com uma palestra sobre Arte Conceitual e Animação para Web. Eu fui na parte da animação, e foi uma das palestras que mais lotou o local, lembro da mocinha lá na porta de passagem dizendo que houve fila para entrar e gente esperando alguém sair para outro entrar.
 No meio dessa palestra, falei da criação do Urubutrix, de como uma animação surgiu de uma fanzine feita em papel a4 e caneta bic preta. De como boa parte dos personagens do site (pelo menos da ala dos heróis) foram inspirados em pessoas de verdade que conviveram comigo ao longo de muitos anos. Alguns dias depois, recebi vários emails de fãs me pedindo uma postagem ou alguma coisa do tipo mostrando essas pessoas e o elenco de dublagem desses personagens. Parando para pensar, nesses quase 4 anos de site só liberei essa informação uma vez na comunidade do urubutrix no Orkut, por isso resolvi criar esse post hoje para mostrar a todos que me mandam esses emails esses personagens reais.

ALESSANDRIEL (Dubladora: Alessandra Santos)

Alessandriel = Alessandra Santos (my wife)

FERNALF ANDRAST ( Dublador: Fernando Santos)

Fernalf Andrast = Fernando Santos (eu por eu)
DARKILLA ( Dubladora = Gabriela Rodrigues)

Darkilla = Liliana Reis 
DAVIGORN ( Dublador = Fernalf Santos)

Davigorn = Davi Pinheiro
CAPELA ( Dublador: Dito)

Capela = Carlos Conrado
VITOMIR (Dublador = Dito)


RACHEL (Dubladora: Aline Rodrigues)

Rachel = Raquel Pinheiro
MIROLHA (Dublador: Fernalf Santos)

Mirolha = Eric Victor
DB (Dublado: Dito)

DB = DB
PARSEC (Dublador: David Bertoldo)

Parsec = David Bertoldo
FACÃO (Dublador: Rafael Cassimiro)


ONOFF (Dublador: Onofre Junior)

Onoff = Onofre Junior

MIZIFRIM (Dublador: Fernalf Santos)



Embora seja baseada na pessoa, suas personalidades, suas caracteristicas físicas e psicológicas foram alteradas, transformando aquela pessoa real em apenas um personagem. Me canso de dizer e repito aqui....
QUEM ESTÁ NO URUBUTRIX NÃO É A PESSOA É APENAS UM PERSONAGEM. O ser real foi a base para a criação do personagem.

Bem, acho que é só. Espero ter respondido essa dúvida que todos tinham e que venham mais, quem sabe Apolinário não responde os próximos.

Sére

Breaking All the Rules \,,/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

cONfusÕes MenTAis

Dramatic Chipmunk -- Um dos "famosos" da internet.

Quando tinha 5 anos de idade, lembro de um dia olhar para minha mãe e dizer com toda a certeza do mundo que queria ser Desenhista Animador. Não tinha um nome certo de como chamar e então chamava de desenhista de animação de televisão. Como poderia eu ter essa certeza que existiria esse tipo de profissão no mundo? Dedução. Como eu assistia muito cartoons como Pernalonga, Pica-Pau, Mickey e Donald e etc, eu tinha na mente que alguem desenhou aquela porra e que eu um dia faria o mesmo.
  Quando tive a oportunidade de começar a criar meus personagens me sentia na situação daqueles desenhistas que criaram os clássicos personagens e pensava eu que era uma classe que se ajudava, que a arte falava mais alto no sangue de qualquer animador ou desenhista. Quebrei minha cara.
   Foi ai que percebi que o EGO fala mais alto que a arte em si, juntamente com o DINHEIRO e a FAMA. Com isso foi criada as três divindades da Arte. O que é uma pena ver algo tão fora da realidade de pessoas normais se tornar algo tão simples como se fazer um miojo.
   E assim nasceu a arte de esquina onde qualquer um que pague um papel infâme e ridiculo se torna famoso e artista, menosprezando assim grande atores, pintores e músicos a ridiculóides de internet. Onde até mesmo uma criança chorar por ter matado uma formiga o torna famoso. E não para por ai, grandes futuros artistas se rendem a esse tipo de coisa fazendo o mesmo, usando assim sua arte bela e boa em algo "povão" e "mongol" apenas por seus 5 minutos de FAMA, ganhando assim um DINHEIRO amais e alimentando o seu EGO. Olha os 3 juntos denovo.

Darlene Sampaio, personagem de Deborah Secco em uma novela. A personagem atrás de fama mesmo sem ser artista.

  E ao longo dessa semana eu passei por uma fase em que meus pensamentos estavam confusos em relação a isso, fazendo assim meu cérebro trabalhar 24hs por dia, não descansando nem um minuto. Com isso estava eu dormindo as 5 da manhã mas não trabalhando, pensando. As vezes coisas banais ou palavras soltas e desconexas tipo " banana, quem criou essa palavra? e por que ela é chamada assim?" "quem determinou que colocar carne no fogo é bom para comer?", " quem inventou a língua portuguesa, e qual a primeira palavra dita nela?", coisas sem sentido. E nessa chuva de pensamentos desconexos percebi que arte é pura, é um mundo cheio de poesia e beleza onde nem todos entendem, mas aqueles que estão lá entenderão. Pessoas comuns passam anos e anos estudando para entender a cabeça de um artista, enquanto um artista passa apenas horas para entender outro.

Youtube, as vezes se torna um circo dos horrores.
  Não estou aqui dizendo que ganhar dinheiro, ser famoso e coisa e tal seja ruim, mas isso é consequência de dedicação e trabalho. Arte de youtube é bom, mas passa e não é arte. É apenas Show de horrores. Se alguem concorda comigo, ficaria feliz saber de sua opnião a respeito.

Sére

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Violência ou Simples Entretenimento?

Meu Filho Rafael vestido de John Cena

  Gostaria de relatar uma fase na qual ando vivendo nesses últimos anos e no qual aprendi a gostar. Em 2009, comprei o meu primeiro PSP ( um video-game portatil da Sony) e como não tinha muitos jogos a minha disposição o jeito foi procurar na net, assim acabei encontrando o jogo WWE Smackdown vs Raw 2009. Como sempre fui fã de Street Fighter e sua franquia, acabei sendo conquistado por WWE 2009 por conta que, a franquia da CAPCOM estava ficando muito sacal. O desgaste é notado em seus jogos recentes, assim sendo, WWE 2009 me conquistou porque foi onde tive aquela antiga sensação que tinha ao jogar um game de luta, diversão é indispensavél.

WWE Smackdown Vs Raw 2009
   A arte de se jogar um game de luta não é para muitos, perceber pequenos sinais e movimentos em frações de segundos e agir de um contra-ataque preciso naquele momento acaba deixando sim a luta mais bonita, igualmente um balé de golpes.

   Essa coisa que Street Fighter tinha acabou se perdendo no tempo, ficando mais métodico e com gráficos sempre melhores, mas péssimo no quesito Diversão. Em WWE 2009 obtive esse prazer, não só pela jogabilidade com comandos simples de ataques, esquiva e defesa mas também pelo enredo no qual vc de certa forma começa a se envolver.

  Conhecer a história e motivação de cada lutador, saber porque eles agiam daquela forma e decorar cada movimento de cada um foi um prazer que eu não tinha desde os meus tempos de garoto jogando Street Fighter e Mortal Kombat. Onde em locadoras, sentava com meus colegas escola quando termina a aula, e ia decorar os nomes dos golpes. Sabia que Ryu soltava Haduken, Sagat seu Tigercop e assim por diante. Um aprendizado inútil hoje em dia, mas muito divertido e prazeroso na época.

   Assim, conheci em poucos meses todos os golpes, nomes dos lutadores, motivações, backgrounds uma infinidade de informações que vão além do game. Saber que Undertaker é o lutador de maior invencibilidade na história do Wrestling Americano nunca perdendo um Wrestlemania desde sua estréia em 1991, sendo 19 anos sem perder nenhum. A importancia de Shawn Michaels e Triple H dentro do WWE e saber que o R-Rated Superstar Edge é o lutador que mais ganhou o cinturão de peso pesado do WWE em 11 vezes.

Undertaker, invicto com 19 Wrestlemanias
    Não vejo mais WWE como um programa de luta onde atores fingem que se batem. Eu sei dessa informação, sei que todos são atores e que as lutas são como as lutinhas de crianças quando brincam de Dragon Ball.  O interessante não são as lutas, é o enredo. Como um fã certa vez falou em uma entrevista, WWE é uma novela para homens. E isso eu concordo plenamente, porque vendo os episódio comecei a me apegar de tal forma aquelas pessoas que eu choro quando alguem se despede, quando há demissões, quando alguem se fere de verdade.  
Triple H e Shawn Michaels forma o D-Generation X

    As lutas mesmo sendo encenadas são um Show super bem produzido, um Cirque du Soleil com socos e chutes. A sensação de ver uma luta dessas é a mesma de se ler uma HQ da Marvel e DC. Pois essa é a impressão que a WWE tenta passar, que todos no ringue ali são hérois com super-poderes defendendo algo em prol da humanidade ( Uma nota bem importante é que os hérois das Hqs americanas foram uma tiverão influência a lutadores da luta livre da época e hoje é o contrario, a influencia dos quadrinhos na luta live).

    A violência de esportes de luta reais não deveria dar prazer, ver duas pessoas se matando quebrando dentes e ossos para uma motivação zero, não é entretenimento. Fico as vezes tentando entender porque várias pessoas enchem a boca para dizer " isso que tu assiste é de mentira" ou " não é nem de verdades, eles nem sangram". Por que para se ter diversão vendo uma luta, tem que haver sangue e golpes reais? Idolatria a violência real? Não sei responder, apenas sei que o mundo sempre precisou de hérois para ser algo que tivesse as virtudes nas quais não tinham. O dos meus filhos sou eu, o meu foi meu pai e assim continua. o ser-humano sempre buscou alguem com super-poderes que pudesse ser o pai do universo e pudessem recorrer quando precisasem de ajuda, esse é o conceito de DEUS. 
O R-Rated Superstar Edge e preparando-se para um Spear

   WWE é um universo muito grande no qual não se torna ponto de fuga e sim, trás a tona valores esquecidos pelos hérois de hoje. Valores e idéias que deixaram de existir em algum ponto da nossa história. Que a família é a coisa mais importante do mundo e que se divertir ao lado deles é algo de valor inigualavél e que a justiça do bem sempre vence. Isso é algo que deveria ser espelho para outros programas de tv, que não pensam na família e sim em membros separados. Que pena.

ps: Adoraria ver o BWF seguir essa linha de entretenimento também. O Brasil tem um potencial maior que fora, resta saber aproveitar. Quem sabe algum roterista e uma boa equipe de publicidade não faça isso acontecencer. Adoraria poder ajudar.

                                                                          SÉRE

sexta-feira, 18 de março de 2011

Casos e Acasos?


Quando pensei em criar esse blog, não visualizei em momento algum ser o senhor "super population"  apenas escrever tudo que vem em minha cabeça sem pensar em limites ou erros de alguma coisa. Escrever para soltar os monstros que assolam minha mente as vezes, aquele monstro que sufoca prendendo todo e qualquer tipo da sua pessoa real. Esse monstro tem vivido comigo durante algum tempo e acho que hoje Ultraman resolver calçar suas velhas botas e bater nele um pouquinho.
  Já vi confissões de damas da noite que contam segredos de seus clientes, filhinhos de papai que contam suas crises "malhaçãozistica" ( se não existe essa palavra, passa a existir dentro do meu post) e donas de casa frustradas com a vida que tem. Mas nunca encontrei relatos do dia a dia de uma pessoa que faz arte, dos sufocos que tem que passar para mostrar aquilo que sabe fazer, expor suas crises, conflitos e todo esse pacote complexo que é a cabeça de alguem que tenta a todo instante viver fora da caixa.
  Minha vida não é diferente, Março está marcado esse ano para mim como o mês que eu fui ao inferno duas vezes; o mês que me senti fora do resto do mundo.
    Trabalhava em uma empresa a 2 anos, estava super feliz pois já tinha criado a fórmula para drilar as contas numa boa, minha terceira filha havia nascido e estava tudo ótimo embora houvesse alguns contratempos. Eis que no dia Primeiro de março eu fui despedido, naquele instante meu mundo caiu e tudo que estava florescendo nele murchou. Motivo, troca de diretoria sempre acarretava na dispensa de boa parte dos funcionario os recontratando alguns meses depois (bem estranho esse tipo de coisa). Com isso veio a pergunta "o que fazer?" partindo dessa veio outras como "por que isso?" e assim várias outras. Depois dessa onda de desespero e medo comecei a analisar as vezes se esse fato foi algo ruim ou bom, e percebi que por um lado foi muito bom pois agora eu tinha tempo para volta a me empenhar no meu site, nos meus personagens e nos meus projetos. Esse lado bom logo vai pra cucuia quando você vê seus filhos. Dai por eles tive que correr atrás de outro emprego, talvez na mesma área que atuo, a animação 2D, pois tv e agencias de publicidade sempre precisam animadores. ERRADO... Fui a uma entrevista para uma vaga em uma agencia de publicidade e ouvi logo de cara um " tudo isso que vc faz não me interessa, pois não usamos isso aqui. Você mexe em Photoshop, Ilustrator, In Desingn?", obviamente minha resposta foi um SIM, dai ficaria estagiando até o dia primeiro de abril ( pois estou terminando de dar umas aulas de animação em flash avançado para uma comunidade carente dentro de uma faculdade) sendo efetivado. Foi criado um rigoroso hórario de trabalho para ser cumprido nesse tempo, começando das 08:00 da manhã e indo "até dar uma dor" palavras de alguem de lá. Devo confessar que estava até feliz, pois fiz bons amigos e me esforcei bastante, pois na agência se trabalhava apenas com imagens e não com video. Ter a agilidade com o qual era usado na agência não era coisa para se ter de um dia para o outro, nem em duas semanas (o tempo que estive) eu pegaria o jeito, acho que um mês talvez.
    Como disse, estive pois recebi o aviso que estava cortado novamente do emprego, motivo? O ex-funcionario no qual eu ia substituir pediu para voltar. Não me chateei com isso, recebi até uma agendinha como consolação, mas o verdadeiro prêmio é os amigos nos quais conquistei nessa duas semanas.
     Não sei o que fazer agora, mas saberei. Já passei por fases piores e sai de lá com algumas vidas e ainda ganhei um continue extra, não será essa fase que o Big Boss vai me deter. Um problema nunca é maior do que a capacidade da pessoa de resolver e isso é a mais pura verdade.
                                                                   Sére a todos

Uma avaliação para essa semana: 5
Avaliação de produção: 7, pois estou fazendo o curta do Fernalf e os Video log do Apolinario.

Total: 12 pontos