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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

NEM TUDO ACABOU.




Antes de dormir sempre reflito sobre o meu dia (geralmente na madrugada isso me ocorre), e hoje tive fiz uma pequena viagem retrospectiva aos meu passado amoroso e tirei algumas conclusões que pretendo compartilhar agora. Uma das coisas que nunca entendi direito é como você pode ser tudo na vida de uma pessoa e em pouco tempo (esse tempo variando entre horas a anos) não ser nada. Como casamentos se acabam, namoros se desatam e noivos se odeiam? A busca do ser perfeito é algo aterrorizante e que na maioria das vezes acaba machucando várias pessoas ao longo dessa estrada, e não há nada que machuque mais alguém quando se engana o sentimento de alguém. A resposta que eu mais tenho escutado ao longo dos anos foi "as diferenças as vezes atrapalha a relação e com isso ela acaba", balela, besteira essa resposta. O diferente é o que todo mundo busca em uma relação pois conhecer o novo ainda é fonte principal em qualquer busca, pois se fosse o contrário qual a graça em buscar algo que eu já conheço e que é comum em minha vida?
  As pessoas as vezes não percebem que um relacionamento não é ser igual e combinar perfeitamente bem, casamento ( e uso essa palavra para todo e qualquer relacionamento a dois não importando se for namoro ou algum rolo que se tenha) é aceitar as diferenças e conviver com elas de forma agradável. Essa diferença vem de berço onde o convívio com a família e amigos o/a influenciaram muito assim como as suas diferenças. Aceitar essas diferenças é o grande desafio de um relacionamento pois é mais fácil tentar mudar a outra pessoa e convence-la a aceitar o seu lado, e é exatamente ai que começam as brigas pois a outra pessoa também tem esse mesmo pensamento de te mudar e te convencer a aceita-la como ela é e nisso acaba por acabar uma história de amor que começou de forma poética e acabou de forma trágica.
  Não se pode mudar alguém simplesmente porque não aceitamos algo fora dos nossos padrões, isso é forçar a barra. Por que ao invés de tentar mudar o outro você não muda sua forma de pensar? Por que você não muda? Seria ótimo se ambos pensassem dessa forma porque dai ambos não aprenderiam a apenas aceitar as diferenças do outro mais também traria de bônus a relação o respeito.
   E com essa falta de aceitação gera brigas por coisas banais e que não tem sentido brigar (alguém deixou uma escova fora do canto,não gosto de suas músicas, não curto esses tipo de filme e etc...), e é nessas brigas que se percebe que o relacionamento que você tanto tinha em sua cabeça que seria para sempre acaba e alguém fica sem chão, e percebe que esse relacionamento não tinha nem a metade da fortitude de uma linha de pipa, e dai seus planos para o futuro se vão como água caindo pelo ralo da pia.



   Alguns depois de finais trágico de relacionamentos como esses superam e seguem em frente buscando uma nova vítima nessa busca pelo ser perfeito, outros ficam no caminho e sofrem a perda e acabam ficando sem uma perspectiva de relacionamentos com alguém pois para aquela pessoa o outro era tudo (em caso assim geralmente um sofre mais do que o outro e isso para ambos os sexos). "O que fazer em uma situação como essa? Como uma história que começou de forma tão bonita acaba de forma tão fria? Como eu, que era tudo para a outra pessoa acabo por me transformar em nada?" são alguns dos pensamentos que circulam na cabeça de algum dos lados.Não adianta vir amigos, familiares ou colegas de trabalho com a mesma lenga-lenga de conversa do tipo " você vai superar, você é forte, é porque ele não te merecia, talvez ele não estivesse destinado a você" que não adianta pois o pensamento que mais circula a cabeça de uma pessoa que sofre com isso é " O QUE EU FIZ DE ERRADO?". Hora tardia para se pensar assim já que o momento certo seria quando estavam juntos pois se ambos se perguntassem " será que estou fazendo o outro feliz?", " será que estou fazendo algo de errado?" o relacionamento não chegaria ao fim, porque isso é sinal de preocupação, sinal que alguém se preocupa com alguém e isso é maravilhoso mas..... é fantasia, pois nunca é assim.



  E fica então a pergunta, como lidar com uma situação como essa? O que devo fazer? Uma auto-avaliação é um bom começo, tentar analisar por horas como você trata as diferenças de outras pessoas, tentar aceitar essas diferenças. Se preocupar mais com aqueles que estão ao seu redor e não só amigos mas familiares também. Mudar a forma de pensar e ver o mundo, conhecer coisas novas, ler coisas novas, sentir coisas novas. Garanto que com algumas mudanças que citei o "supere isso" que tanto se escutava faça algum sentido e se perceba que o amor não é algo para ser dado apenas a uma só pessoa e sim compartilhado com todo o mundo, assim quem sabe aquela busca que tantos fazem incansavelmente não cesse e se perceba que o que tanto se procurava em alguém era algo impossível, e que a real busca tinha que ser interna buscando uma mudança de visão do mundo. Essa receita talvez funcione, estou tentando seguir ela também mas me falta alguns temperos que estou visando comprar logo logo, se você já tem não custa nada tentar e ver o que acontece.

SÉRE

segunda-feira, 19 de março de 2012

ÁGUAS DE MARÇO FECHANDO O VERÃO E ME CARREGANDO...



Lembrei hoje de um fato interessante que aconteceu na minha vida e que muitos que me conhecem já ouviram essa história, os que nunca ouviram de minha boca irão conhece-la agora.

   Nos meus 16 anos de idade em Uruburetama descobri uma coisa que me dava um imenso prazer que era.. desobedecer a minha avó (embora no final eu tomasse uma surra boa até de rabo de tejo). Rebeldia, andando de jeans rasgado e ouvindo muito Heavy Metal acreditava que esse era o caminho da vida.
  Era um Domingo de agosto, as chuvas ainda não tinham acabado e fui convidado naquele dia por alguns amigos a ir visitar uma cachoeira lá no sitio do Geraldino (pai de um colega meu de escola, gente boa por sinal).
Seria um dia de aventura (um detalhe que vale deixar claro, dos meus 15 para 19 fazia muita trilha com esse mesmo grupo de amigos, íamos para cachoeiras, rios, sítios, serras onde talvez existisse um vulcão e etc), iamos conhecer uma caverna que tinha no alto dessa cachoeira onde havia muitos morcegos ( se tem um bicho que me traumatizou a vida toda foi morcegos, quando tinha meus 5 a 6 anos de idade, dormia em uma cama com um véu enorme e redondo em cima, a casa era lotada de morcegos e sempre por volta de 4 ou 5 da manhã tinha um grudado no véu chiando e me dando sustos).


 Iam Eu, George Kid, Davigorn, Gleydstone, Filipox, Capela e Antonilo. Davigorn ia portando um facão para ir tirando o mato do caminho e George Kid ia levando uma máquina fotográfica para registrar o momento mor do desbravamento.
   Ao chegarmos lá, ficamos brincando um pouco na queda d'água da cachoeira e depois subiríamos. Lembro que então começamos uma guerra de barro, era gente jogando barro nas costas do outro que ficava vermelho um barro pesado pra caraio e até conseguimos tirar fotos de barros voando em direção a seu alvo, Enfim, logo começou a cair uma chuvinha leve que logo de imediato foi ignorada por todos os intrépidos aventureiros, isso não iria deter os valentes a subirem a cachoeira. A água que caia da cachoeira era muito pouquinha e dava claramente pra chegar lá no topo rapidinho. Estávamos errados....

Em pouquíssimo tempo aquela quedinha de água virou uma cachoeira furiosa com correntezas fortíssimas onde cada pancada d água nas pedras criavam uma correnteza de mais de um metro de altura (isso não é invenção). Então eu no meio do caminho, vendo aquela correnteza forte do jeito que tava arriei e chamei Felipox e Gleydstone para voltar, pois pra mim sair daquela correnteza era a coisa mais sensata ( e mais segura) a ser feita. Felipox e Gleydstone concordaram e resolveram voltar junto comigo.... pra que eu fui voltar.

Para sair da bendita cachoeira precisava se feita pelas laterais da cachoeira. Coisa bem difícil naquela ocasião já que teria que se passar no meio da correnteza. Felipox conseguiu passar, pois como tinha as pernas muito longas (igual ao Garibaldo) foi quase fácil (se não fosse o fato de quase ser levado pela correnteza) em seguida foi Gleydstone que, também quase foi levado pela correnteza. Então chegou a minha vez.....

Eu com as pernas curtas, embora não tão redondo mas era um pouco redondo (hoje em dia todos me chamariam de magro) e sem muita experiencia de quase-morte tava na cara que eu iria ser levado pela correnteza no meio do pulo.

Enquanto isso, Davigorn e os outro estão quase chegando a bendita caverna que a correnteza derruba Davigorn que fica segurando o facão em uma mão e com outra segurando uma pedra enquanto pedia ajuda e suas calças quase sendo arratadas pelas águas. Detalhe, Antonilo apenas riu de Davigorn.

Enquanto isso, eu estava lá. Cercado por dua enormes correntezas e em pé de uma pedrinha onde dava apenas para eu ficar em pé. Pus minha cachola para funcionar pois tinha que haver um jeito de sair daquela enrascada. Como estava usando uma camiseta cinza de botões, logo desabotoei a camisa, amarrei em meu braço e gritei "- Felipox, segura a outra ponta dessa camisa e amarra no teu braço, caso eu pule e a água me leve eu tenho uma segurança e assim será mais fácil de vocês me puxarem. (amarrei uma das mangas, pois a camisa desabotoada e aberta fica bem mais larga que uma camisa normal).


O plano era ótimo e tinha tudo pra dar certo.... não deu. No momento em que joguei a camisa para Felipox, ele apenas agarrou a manga da camisa e disse "- Confie em mim, Barão!"
Confiei e dei o pulo. No momento em que pulei a correnteza bateu em minha perna me desequilibrando e me levando, Felipox que apenas segurava a camisa acabou deixando a camisa escorregar e assim a correnteza me levou até o final da cachoeira.

 Vi então tudo correr mais devagar, consegui em uma fração de segundo me lembrar de várias coisas e de ter tempo de conversar comigo mesmo e de lembrar do refrão de Die Young, cantada pelo Dio em tempos de Sabbath (nesse dia, tinha acabado de conhecer o Heaven and Hell do Sabbath e passado a manhã ouvindo Die Young). É complicado você escorregar uma cachoeira, pensando em se salvar agarrando em galhos e raízes de árvores que ficavam na lateral da cachoeira e em sua cabeça ficar ouvindo o Dio cantando "die young, die young, die young". Enquanto era levado pela correnteza também ouvir Felipox gritar "- Fernalf, desce não! Sobe! se tu descer tu vai morrer!"

Enfim, cheguei ao final da cachoeira e fiquei submerso na água durante uma eternidade ao meu ponto de vista.  Ao me levantar. tinha arranhões nos braços, costas e pernas. Gritava desesperado de medo, tremia e agradecia por estar vivo, olhei para os lado e vi Felipox e Glaydstone chegando em meu auxilio. Ao olhar bem para o tempo, vi que a correnteza tinha diminuído junto com a chuva. Sai daquele ponto ajudado por amigos e encontramos Davigorn, George Kid e Antonilo que contaram o que se passou lá em cima.

  Fomos pra casa caminhando (uma caminhada de 3 horas) e eu fui muito nervoso para casa depois do que tinha acontecido. Ao chegar, minha avó estava em casa me contando que minha mãe tinha ligado aperreada, pois sonhará poucas horas antes comigo chorando pedindo ajuda. Eu contei para minha avó toda a história, ela começou a chorar e me deu um abraço apertado e amável, foi até seu quarto, tirou a sua roupa (pois tinha acabado de chegar do hospital onde dava plantão) e veio com uma cinta da qual tomei uma surra.

Lição disso tudo, aprendi que quando tudo dá errado pra você em sua vida, você apanhará bem mais forte do que já tinha apanhado da vida.

Post encerrado e perca alguns minutinhos da sua vida comentando ai embaixo. Não vai arrancar pedaços e nem vai fazer o Xvideos sair do ar. Então comente tranquilamente.

Sére e até a próxima.

terça-feira, 13 de março de 2012

Amigo é coisa pra se guardar em algum lugar do universo



 Nesses últimos anos, lembro de um ensinamento ouvido por mim da boca de uma pessoa que eu muito prezo que dizia que "os amigos são presentes de Deus para que a vida se torne um pouco mais fácil". Essa frase dita no momento certo tem um efeito tão forte quanto o de um laxante tomado no momento em que se tem uma dor de barriga (sim, vc irá colocar o que te faz mal pra fora e também suas tripas).

 
 A coisa que mais me trás lembranças boas são os bons momentos passados ao lado dos meu amigos ( e não me refiro apenas a homens, mulheres tbm). Aos 3 anos de idade morava eu em Paramoti, terra da família de meu pai e digo que as poucas lembranças que tenho desse tempo são os tempos de brincadeira com um amigo que morava em frente a minha casa. Lembro que brincava de bebê a bordo, onde subíamos em um parapeito e e pulávamos até cair no chão imitando cegonhas baleadas, uma brincadeira meio imbecil do ponto de vista de muitos mas muito divertida na época.

  Estava pensando em narrar os acontecimentos dos 6 anos até os 20, mas isso tomaria demais o seu tempo que  com certeza pensaria "olha o tamanho dessa porra, vou ler não, tô com preguiça" e iria ler seus posts em facebook e twitter, por isso vamos encurtar até o clímax da história.


Aos 10 anos fui morar em Cruz (cidadezinha do interior do Ceará, não falo do simbolo sagrado) onde lá fiz um amigo muito querido por mim chamado Wesley. Wesley era mais velho do que eu tendo os seus 13 anos mais com um porte físico de 15 embora meio rude algumas vezes com os outros amigos e pelo seu gênio forte, era um fanfarrão que adorava conversar comigo sobre Cavaleiros do Zodíaco, Doug e músicas de Julio Iglesias (do qual ele era fã incondicional). Como sempre fui um perna bamba para brigas, Wesley me defendia batendo nos grandões e passando ordens para nunca triscarem um dedinho em mim. Foi uma fase muito boa onde eu percebi pela primeira vez o sentido da palavra amigo.

  Aos 12 anos, ainda morando em Cruz aconteceu uma fatalidade em minha vida (não estou escrevendo essa parte da história para causar tristezas e sentimentos de "oh meu Deus, coitado" mas será necessário contar isso), minha irmã de 11 anos no tempo de suas férias de meio de ano morreu afogada em um rio da cidade, lembro que nunca havia sentido tamanha dor em minha vida. Devido esta situação minha avó decidiu se mudar daquela cidade, Wesley no tempo em que eu estava triste chorava pela perda de minha irmã (da qual ele gostava tbm), ele me deu uma grande força de amigo mesmo e em pouco tempo estava eu indo embora rumo a Paramoti novamente.

 Irei pular essa fase de Paramoti, já que não tive muitas lembranças boas com amigos lá (embora tenha feito alguns muito bons e até tenha me apaixonado por Eliane) deixando apenas a informação que passei apenas um ano nessa cidade e engordei tanto que parecia o um mamute, e foi ai que fui para a malucolândia do Brasil, Uruburetama.


  Chegando em Uruburetama, passei alguns meses em minha casa, a única coisa que conhecia da cidade era as casas em frente a minha. Passava horas e horas jogando vídeo-game e desenhando e foi em uma tarde que minha avó vendo dois molequinhos andando na rua disse "- Ei, apareçam ali naquela janela que tem um mamutizinho jogando vídeo-game, vão lá fazer amizade com ele (ela nem imaginou que eles poderiam ser 2 mini-traficantes de drogas) (o comentário anterior foi uma piada). Os molequinhos eram Thiago Coelho e seu primo que sempre iam (Thiago ia) desenhar e jogar conversa fora, ele foi um dos meus primeiros amigos naquela cidade que viria a ser palco das minhas maiores loucuras de adolescente e juventude.

 Pouco tempo depois conheci George (sim, o agente George do Urubutrix), lembro que não tinha uma boa impressão dele no inicio, embora ele tenha me mostrado ser gente boa, foi por meio dele que conheci Carlos Capelinha e Davi Sales (Capela e Davigorn). Esses foram os cúmplices para as maiores frescuras, farras e o que se possa imaginar de mim naquela cidade. Em pouco tempo conheci o irmão de Davi e dai conheci uma coisa que me deixava mais ligado que Red Bull, mais alegre que filme da Silvia Saint, mais saltitante que o pula-pula do Gugu eu conheci o Black Sabbath.


  Sentia que dali por diante o meu comportamento iria mudar e eu nunca mais seria o bezerro desmamado e dali por diante deixaria as camisas de botão, shorts curtos e sandálias rider e trocaria por uma camiseta preta, um calção tão grande que caberiam dois Fernalfs dentro e uma chinela.Conheci nesse meio tempo Glaydstone, uma pessoa muito batuta e que já me salvou de um quase afogamento (lá na frente eu conto isso) e começamos então a traçar a meta de se criar uma banda, mas como se apenas Davi era músico?
 Capela e eu tínhamos aula de violão, mas logo eu deixei devido meus dedos não se adaptarem a fazer notas onde eles teriam que ficar muito separados, Capela continuou e em pouco tempo foi fundada a Cactroz onde tinha Davi na guitarra, Capela no baixo, Glaydstone na bateria e Fernalf nos vocais.


  Cactroz foi o nome de uma música, escrita por Davi que relatava a ida de uma pessoa a um reino novo e desconhecido, lá ele encontrava um cavaleiro que tinha uma missão de matar um dragão, embora simples essa música era perfeita quando era tocada por nós e em pouco tempo escrevi mulher de papel (segundo hit). Em mulher de papel era relatado a fixação de um rapaz por uma acompanhante de jornal na qual ele colecionava os anúncios dela ( sim, o rapaz era eu e a acompanhante era Deborah Soft).


  Fazíamos pequenos shows na cidade tocando cover do sabbath, ozzy e músicas autorais (duas na verdade) e lembro que era bem difícil se tocar rock para um público que nos via como doidos e adoradores do diabo. Um publico que só ouvia forró, pagode e Legião Urbana mas mesmo assim tínhamos um pequeno público fiel.

  Depois dessa fase da banda, tive que vir morar em Fortaleza com o aquele sonho de ser animador e blá blá blá e aquelas coisas que todo mundo sabe, foi em Fortaleza que reforcei minha amizade com duas pessoas que eram apenas companheiros de conversa, Db e David. Esses sãos meus compadres até hoje e é sempre divertido revê-los.


  Arrumávamos quase que todo final de semana alguma coisa para fazer. Ida a boates, madrugadas em RPG, bebedeiras em bar até tarde, filmes até o outro dia e etc. Fica muito difícil relatar aqui todos os momentos bons que passei ao lado desses caras, pra isso seria necessário um livro mais grosso que a bíblia e com mais palavras que o dicionário para descrever. Prefiro comentar em futuros posts algumas das melhores lembranças.


Hoje minhas pokebolas da amizade estão super lotadas por pessoas que são super-hiper-mega-tex avery-ultra- especiais para mim. Colegas de trabalho que se tornarão irmãos, colegas de viagens a Juazeiro que se mostrarão amigos mesmo e que terão sempre o meu carinho e total respeito, colegas de escola que se tornarão tão importantes pra mim que hoje fazem falta conversa com ele sobre a experiência do Vidal com água, óleo e gasolina por estar em outro estado super bem e feliz casado com outra grande amiga.

Amigos vem mas nunca se vão, pois amigos de verdade serão sempre mais difícil de ir do que aquela visita indesejada na sua casa (óbvio que eles sempre serão bem vindos). Nossa vida não é fácil, mas graças aos amigos ela se torna mais fácil suporta-lá (viu como aquelas palavras sempre fazem sentido?). Abração e até a próxima postagem.




Não esqueça de comentar, deixar uma esculhambação, uma fase que vc queria que eu contasse (embora louca mas não tão interessante para alguns) da minha infância, sei lá, um pedido de casamento, de namoro de qualquer coisa (menos cobrança por isso eu já leio e escuto todo dia) mas escreva alguma coisa.

SÉRE

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Amores de alguém diferente? Acho que não...

   

Estava eu ouvindo um pouco de Oasis e lembre do meu primeiro amor que ocorreu aos 7 anos de idade. Acho que com 7 anos eu só tinha duas paixões: assistir Tartarugas ninjas e Lucy. Lucy era uma garota que morava em frente a minha casa, a janela de seu quarto dava com a janela do meu quarto e eu passava as vezes noites vendo aquela menina de cabelos loiros se pentear. Eu na verdade nunca senti nada por ela até então mas me veio um dia uma vontade de estar perto dela muito grande e quando descobri que meu amigo do lado também gostava dela pus uma meta na cabeça, ter Lucy como minha namorada. Eu na verdade não tinha uma nem ideia de como namorar, achava que pegar na mão e de ouvir ela dizer "eu gosto de você tbm" já era um avanço na humanidade e tanto ( descobri o que namorados faziam aos 10).


   Lembro que até brincar de casinha eu brincava para estar ao lado de Lucy, o som de sua voz rouca e o brilho de seus cabelos loiros era algo incrível para mim, meu coração acelerava como se estivesse me balançando em uma rede a toda velocidade, minhas mãos suavam como se eu estivesse com as mãos no bolso em uma tarde quente de verão, eu me tremia as vezes como se estivesse vendo a cara de um cobrador na porta de minha casa. Era algo novo e bom mas... o sentimento dela não era recíproco e dai aprendi o que era amor platônico.
 Por incrível que pareça o meu sofrimento infantil de amor durou menos de uma semana com apenas um comentário feito pela irmã da mesma que disse me achar muito lindinho, isso me deu um novo rumo e assim passei a gostar de sua irmã. Namorávamos via bilhetinho que eram entregues pela minha irmã ou pela irmã dela e isso durou um tempo até razoável e acabou quando uma garota de minha escola (bem mais velha que eu) queria me namorar.



 Essa era bem atirada, já sabia das coisas e pra onde direcionar uma minhoquinha caso ela saísse da latinha antes de virar isca. Não me lembro o nome dela mas lembro que acabamos com a mesma velocidade que começamos a namorar e assim tive que me mudar e deixar todo o meu descobrimento de amor em Cruz.

Com isso fui para Paramoti. Nessa cidade eu já estava pesando mais que um rinoceronte na menopausa (sim, eu fui magro como um palito de cutucar ouvido depois do almoço) e em poucos meses me apaixonei por Eliane. Eliane era uma super-garota, simpática, com uma voz tão doce que derrubava até o maior dos gigantes com apenas um "oi" dado por ela, morena e super-amigona mesmo ela conquistou meu coração em fração de alguns olhares. Engraçado é que.... ela tinha namorado (que por sinal era meu amigo de infância (desde os tempos de frauda) e com isso nunca consegui nem ao menos dizer que gostava dela pois em um ano fui para URUBURETAMA.


Em Uruburetama cheguei mais perdido que fiofó em suruba. Não conhecia ninguém e me achava muito ruim pra arrumar amigos e por esse motivo minha avó arrumou pra mim. Ela viu dois carinhas andando na calçada e disse - Ei tem um menino ali jogando video-game, apareçam lá e puxem uma conversa com ele.

Fiz amizade com um deles no qual ia muito a minha casa para desenhar e conversar de coisas triviais (detalhe é que esse mesmo cidadão ainda é meu amigo) e nesse tempo eu iria fazer minha a 6° série. Foi uma série conturbada porque eu era muito caladão e passava maioria do tempo desenhando e calado na hora do recreio mas ocorreu então uma comemoração do colégio onde todos tinham que ir e assim conheci... Gabriela.

Minha história com Gabriela foi a mais longa e difícil de explicar. A conheci nesse encontro e em menos de um ano estava estudando com ela na mesma sala, nem acreditei que estava eu na mesma sala que ela. A garota sardenta que usava óculos e tinha os cabelos loiros como a camada mais fina de uma armadura de ouro de um cavaleiro estava enfim na mesma sala que eu. Não lembro com exatidão o que aconteceu mas nesse mesmo ano ela parou de falar comigo por algo que eu não fiz e que caiu em minhas costas, lembro que ela ficou uma arara comigo e que disse nunca mais querer olhar na minha cara. Pode isso? Eu rezava para todos os Deuses dos desenhos animados para que ela estudasse comigo e quando isso finalmente acontece ela fica com raiva de mim por algo que eu não fiz?



 Coloquei então uma coisa na cabeça depois desde dia, eu iria ser o mais chamativo, o mais louco, o mais extravagante, o mais ousado rapaz que ela conheceria e com isso eu deixei o cara que sofria bullying de lado e passei a fazer bullying com quem fazia bullying (combo de 3 hits).
  Fazia imitações, careta, charges de professores, cantava na sala de aula, queimava provas, ia pra diretoria por um motivo apenas... ser notado por ela, não sei se ela me notava mas eu me esforçava e muito pra isso.


Depois de muita estripulias e danações finalmente me declarei a ela por meio de uma cartinha, nunca entendi até hoje porque demorei tanto tempo pra dizer isso já que não era um cara comportado demais, passei exatamente 6 anos para poder expressar isso a ela e ainda não diretamente, no fundo acho que ela já sabia.
Infelizmente não fiquei com ela pois acabei namorando outra menina e com isso não pude ir mais atrás dela (embora no meu coração eu ainda gostasse muito dela).

Com essa namorada eu fiquei 6 meses já que fui embora para Fortaleza estudar animação e tentar fazer alguma faculdade. No colégio fazendo o 2° ano do ensino médio conheci aquela que viria a ser a maior referencia para minha vida, Alessandra.

Conheci Alessandra em uma viagem de turma para Guaramiranga, a turma dela ia junto da minha. Nunca trocamos um olhar, nem nunca conversamos mas naquele dia tinha que acontecer o que aconteceu. Ao chegarmos na frienta cidade uma garota comoveu todo o ônibus em busca de sua chinela que havia se perdido dentro do mesmo e em pouco tempo estava eu, ela e um grupo pequeno de amigos subindo a alta montanha para apenas ver uma torre de telefone da Oi e uma paisagem inimaginável. Subi usando umas 2 camisas grossas e levando uma garrafa grande de água na qual eu tive que dividir com ela e seu grupo de amigos. Ao descermos tivemos a grande surpresa que o cabeça de jegue do motorista havia estacionado o ônibus em um barranco de lama e por esse motivo estava atolado.


  Não sei se algum leitor pensou o que eu acabei de pensar ao escrever isso "como um grupo de adolescentes no meio de uma serra sem nada iria desatolar esse bendito ônibus?". Resposta, não desatolamos. Todo mundo metido a Hulk tentou empurrar mais o monstro oco não saiu nem do canto. Com isso não lembro como alguém comentou que eu sabia desenhar e dai todos com cara de "oba, arrumamos o que fazer enquanto esperamos o gancho. Vamos aperriá o desenhista!" e foi o que fizeram.

   Um monte de gente me pedindo pra desenhar suas caricaturas (de grátis) enquanto o ônibus esperava o guincho. E lá se foi o desenhista que não sabia dizer não desenhar aquela ruma de gente, só que no entre aqueles populares havia a garota que havia perdido sua chinela, que havia subido a serra junto comigo e um grupo de amigo e que agora queria ser desenhada tbm. E por que não? Fiz então um desenho dela com o rosto de Joey Ramone e percebi logo de cara que ela não gostou. Depois de enfim o ônibus desatolar, irmos almoçar as 5 da tarde e sabermos que o ônibus havia dado o prego as 6 da noite, fomos esperar o conserto desde bendito ônibus no meio da estrada, passado assim algumas horas, algumas histórias de terror e algumas perguntas a respeito do desenho que eu havia feito enfim íamos embora.

Confesso que o parágrafo de cima foi meio conturbado e bem rápido, mas ele será necessário para o desenrolar desse capítulo.

 Dentro do ônibus, Alessandra sentou junto a mim e fomos então conversando sobre coisas triviais e o por que eu havia feito ela daquele jeito, no meio disso o ônibus deu prego mais uma vez descendo de uma ladeira e faltou resposta apagando todas as luzes e então o ônibus ficou descendo em uma velocidade razoável na banguela. Meu coração pulou e a primeira coisa que pensei foi em agarrar alguma coisa que estivesse por perto,,,, adivinha no que eu agarrei? Sim, em Alessandra. Depois dessa viagem traumática algumas semanas depois percebi Alessandra com um brilho grande em seu olhos toda vez que me via, confesso que eu começava a sentir medo dela pois nunca alguém havia gostado de mim daquela forma sem eu ir atrás. Depois de muitos jogos de xadrez, algumas idas até a sua casa eis que escuto o que eu nunca havia ouvido antes:
- Tenho que te fazer duas perguntas. A segunda só será feita dependendo da resposta da primeira. A primeira é: Quer ficar comigo? (eu fiquei calado e tremendo mais que vara verde) A segunda é: Quer me dar um beijo agora? (eu nem me mexia mais e meu coração já tinha saído pelos ouvidos e dado um alô). Ela então pulou em cima de mim e me beijou.

 
 Pensava eu que esse namoro não ia pra frente e que duraria no máximo uns 3 meses.... estamos juntos a 10 anos e acho eu que ainda tem muita história pela frente. Confesso que aquele medo se tornou o amor verdadeiro, embora eu tenha gostado de uma outra pessoa nesse tempo e ter dado um pausa na nossa vida, nunca vi esse tempo conturbado como algo ruim e sim como algo bom que me fez ver que a felicidade as vezes está na sua mão e que vc não percebe porque acha que ela está nas ruas e quando vc vê que nada daquilo tem sentido sem aquele amor que vc tem nas mãos as vezes é tarde e não há retorno. Pra mim houve um, aos tranco e barrancos mais houve.



Errar é humano, perdoar é divino e aprender com o erro é crescer.

Bem, é isso. Tinha que dividir essa história no blog já que as vezes as pessoas me vêem como um cara que sem sentimentos, apenas doido. Todo doido tem sentimentos, estranhos, anormais mais há um ali no peito.

Sére a todos e até  próxima.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Eles Existem Sim, só que não se Parecem maiS

Semana passada, eu e mais alguns amigos participamos da Feira do Empreendedor do SEBRAE com uma palestra sobre Arte Conceitual e Animação para Web. Eu fui na parte da animação, e foi uma das palestras que mais lotou o local, lembro da mocinha lá na porta de passagem dizendo que houve fila para entrar e gente esperando alguém sair para outro entrar.
 No meio dessa palestra, falei da criação do Urubutrix, de como uma animação surgiu de uma fanzine feita em papel a4 e caneta bic preta. De como boa parte dos personagens do site (pelo menos da ala dos heróis) foram inspirados em pessoas de verdade que conviveram comigo ao longo de muitos anos. Alguns dias depois, recebi vários emails de fãs me pedindo uma postagem ou alguma coisa do tipo mostrando essas pessoas e o elenco de dublagem desses personagens. Parando para pensar, nesses quase 4 anos de site só liberei essa informação uma vez na comunidade do urubutrix no Orkut, por isso resolvi criar esse post hoje para mostrar a todos que me mandam esses emails esses personagens reais.

ALESSANDRIEL (Dubladora: Alessandra Santos)

Alessandriel = Alessandra Santos (my wife)

FERNALF ANDRAST ( Dublador: Fernando Santos)

Fernalf Andrast = Fernando Santos (eu por eu)
DARKILLA ( Dubladora = Gabriela Rodrigues)

Darkilla = Liliana Reis 
DAVIGORN ( Dublador = Fernalf Santos)

Davigorn = Davi Pinheiro
CAPELA ( Dublador: Dito)

Capela = Carlos Conrado
VITOMIR (Dublador = Dito)


RACHEL (Dubladora: Aline Rodrigues)

Rachel = Raquel Pinheiro
MIROLHA (Dublador: Fernalf Santos)

Mirolha = Eric Victor
DB (Dublado: Dito)

DB = DB
PARSEC (Dublador: David Bertoldo)

Parsec = David Bertoldo
FACÃO (Dublador: Rafael Cassimiro)


ONOFF (Dublador: Onofre Junior)

Onoff = Onofre Junior

MIZIFRIM (Dublador: Fernalf Santos)



Embora seja baseada na pessoa, suas personalidades, suas caracteristicas físicas e psicológicas foram alteradas, transformando aquela pessoa real em apenas um personagem. Me canso de dizer e repito aqui....
QUEM ESTÁ NO URUBUTRIX NÃO É A PESSOA É APENAS UM PERSONAGEM. O ser real foi a base para a criação do personagem.

Bem, acho que é só. Espero ter respondido essa dúvida que todos tinham e que venham mais, quem sabe Apolinário não responde os próximos.

Sére

Breaking All the Rules \,,/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

cONfusÕes MenTAis

Dramatic Chipmunk -- Um dos "famosos" da internet.

Quando tinha 5 anos de idade, lembro de um dia olhar para minha mãe e dizer com toda a certeza do mundo que queria ser Desenhista Animador. Não tinha um nome certo de como chamar e então chamava de desenhista de animação de televisão. Como poderia eu ter essa certeza que existiria esse tipo de profissão no mundo? Dedução. Como eu assistia muito cartoons como Pernalonga, Pica-Pau, Mickey e Donald e etc, eu tinha na mente que alguem desenhou aquela porra e que eu um dia faria o mesmo.
  Quando tive a oportunidade de começar a criar meus personagens me sentia na situação daqueles desenhistas que criaram os clássicos personagens e pensava eu que era uma classe que se ajudava, que a arte falava mais alto no sangue de qualquer animador ou desenhista. Quebrei minha cara.
   Foi ai que percebi que o EGO fala mais alto que a arte em si, juntamente com o DINHEIRO e a FAMA. Com isso foi criada as três divindades da Arte. O que é uma pena ver algo tão fora da realidade de pessoas normais se tornar algo tão simples como se fazer um miojo.
   E assim nasceu a arte de esquina onde qualquer um que pague um papel infâme e ridiculo se torna famoso e artista, menosprezando assim grande atores, pintores e músicos a ridiculóides de internet. Onde até mesmo uma criança chorar por ter matado uma formiga o torna famoso. E não para por ai, grandes futuros artistas se rendem a esse tipo de coisa fazendo o mesmo, usando assim sua arte bela e boa em algo "povão" e "mongol" apenas por seus 5 minutos de FAMA, ganhando assim um DINHEIRO amais e alimentando o seu EGO. Olha os 3 juntos denovo.

Darlene Sampaio, personagem de Deborah Secco em uma novela. A personagem atrás de fama mesmo sem ser artista.

  E ao longo dessa semana eu passei por uma fase em que meus pensamentos estavam confusos em relação a isso, fazendo assim meu cérebro trabalhar 24hs por dia, não descansando nem um minuto. Com isso estava eu dormindo as 5 da manhã mas não trabalhando, pensando. As vezes coisas banais ou palavras soltas e desconexas tipo " banana, quem criou essa palavra? e por que ela é chamada assim?" "quem determinou que colocar carne no fogo é bom para comer?", " quem inventou a língua portuguesa, e qual a primeira palavra dita nela?", coisas sem sentido. E nessa chuva de pensamentos desconexos percebi que arte é pura, é um mundo cheio de poesia e beleza onde nem todos entendem, mas aqueles que estão lá entenderão. Pessoas comuns passam anos e anos estudando para entender a cabeça de um artista, enquanto um artista passa apenas horas para entender outro.

Youtube, as vezes se torna um circo dos horrores.
  Não estou aqui dizendo que ganhar dinheiro, ser famoso e coisa e tal seja ruim, mas isso é consequência de dedicação e trabalho. Arte de youtube é bom, mas passa e não é arte. É apenas Show de horrores. Se alguem concorda comigo, ficaria feliz saber de sua opnião a respeito.

Sére

sexta-feira, 18 de março de 2011

Casos e Acasos?


Quando pensei em criar esse blog, não visualizei em momento algum ser o senhor "super population"  apenas escrever tudo que vem em minha cabeça sem pensar em limites ou erros de alguma coisa. Escrever para soltar os monstros que assolam minha mente as vezes, aquele monstro que sufoca prendendo todo e qualquer tipo da sua pessoa real. Esse monstro tem vivido comigo durante algum tempo e acho que hoje Ultraman resolver calçar suas velhas botas e bater nele um pouquinho.
  Já vi confissões de damas da noite que contam segredos de seus clientes, filhinhos de papai que contam suas crises "malhaçãozistica" ( se não existe essa palavra, passa a existir dentro do meu post) e donas de casa frustradas com a vida que tem. Mas nunca encontrei relatos do dia a dia de uma pessoa que faz arte, dos sufocos que tem que passar para mostrar aquilo que sabe fazer, expor suas crises, conflitos e todo esse pacote complexo que é a cabeça de alguem que tenta a todo instante viver fora da caixa.
  Minha vida não é diferente, Março está marcado esse ano para mim como o mês que eu fui ao inferno duas vezes; o mês que me senti fora do resto do mundo.
    Trabalhava em uma empresa a 2 anos, estava super feliz pois já tinha criado a fórmula para drilar as contas numa boa, minha terceira filha havia nascido e estava tudo ótimo embora houvesse alguns contratempos. Eis que no dia Primeiro de março eu fui despedido, naquele instante meu mundo caiu e tudo que estava florescendo nele murchou. Motivo, troca de diretoria sempre acarretava na dispensa de boa parte dos funcionario os recontratando alguns meses depois (bem estranho esse tipo de coisa). Com isso veio a pergunta "o que fazer?" partindo dessa veio outras como "por que isso?" e assim várias outras. Depois dessa onda de desespero e medo comecei a analisar as vezes se esse fato foi algo ruim ou bom, e percebi que por um lado foi muito bom pois agora eu tinha tempo para volta a me empenhar no meu site, nos meus personagens e nos meus projetos. Esse lado bom logo vai pra cucuia quando você vê seus filhos. Dai por eles tive que correr atrás de outro emprego, talvez na mesma área que atuo, a animação 2D, pois tv e agencias de publicidade sempre precisam animadores. ERRADO... Fui a uma entrevista para uma vaga em uma agencia de publicidade e ouvi logo de cara um " tudo isso que vc faz não me interessa, pois não usamos isso aqui. Você mexe em Photoshop, Ilustrator, In Desingn?", obviamente minha resposta foi um SIM, dai ficaria estagiando até o dia primeiro de abril ( pois estou terminando de dar umas aulas de animação em flash avançado para uma comunidade carente dentro de uma faculdade) sendo efetivado. Foi criado um rigoroso hórario de trabalho para ser cumprido nesse tempo, começando das 08:00 da manhã e indo "até dar uma dor" palavras de alguem de lá. Devo confessar que estava até feliz, pois fiz bons amigos e me esforcei bastante, pois na agência se trabalhava apenas com imagens e não com video. Ter a agilidade com o qual era usado na agência não era coisa para se ter de um dia para o outro, nem em duas semanas (o tempo que estive) eu pegaria o jeito, acho que um mês talvez.
    Como disse, estive pois recebi o aviso que estava cortado novamente do emprego, motivo? O ex-funcionario no qual eu ia substituir pediu para voltar. Não me chateei com isso, recebi até uma agendinha como consolação, mas o verdadeiro prêmio é os amigos nos quais conquistei nessa duas semanas.
     Não sei o que fazer agora, mas saberei. Já passei por fases piores e sai de lá com algumas vidas e ainda ganhei um continue extra, não será essa fase que o Big Boss vai me deter. Um problema nunca é maior do que a capacidade da pessoa de resolver e isso é a mais pura verdade.
                                                                   Sére a todos

Uma avaliação para essa semana: 5
Avaliação de produção: 7, pois estou fazendo o curta do Fernalf e os Video log do Apolinario.

Total: 12 pontos