terça-feira, 13 de março de 2012
Amigo é coisa pra se guardar em algum lugar do universo
Nesses últimos anos, lembro de um ensinamento ouvido por mim da boca de uma pessoa que eu muito prezo que dizia que "os amigos são presentes de Deus para que a vida se torne um pouco mais fácil". Essa frase dita no momento certo tem um efeito tão forte quanto o de um laxante tomado no momento em que se tem uma dor de barriga (sim, vc irá colocar o que te faz mal pra fora e também suas tripas).
A coisa que mais me trás lembranças boas são os bons momentos passados ao lado dos meu amigos ( e não me refiro apenas a homens, mulheres tbm). Aos 3 anos de idade morava eu em Paramoti, terra da família de meu pai e digo que as poucas lembranças que tenho desse tempo são os tempos de brincadeira com um amigo que morava em frente a minha casa. Lembro que brincava de bebê a bordo, onde subíamos em um parapeito e e pulávamos até cair no chão imitando cegonhas baleadas, uma brincadeira meio imbecil do ponto de vista de muitos mas muito divertida na época.
Estava pensando em narrar os acontecimentos dos 6 anos até os 20, mas isso tomaria demais o seu tempo que com certeza pensaria "olha o tamanho dessa porra, vou ler não, tô com preguiça" e iria ler seus posts em facebook e twitter, por isso vamos encurtar até o clímax da história.
Aos 10 anos fui morar em Cruz (cidadezinha do interior do Ceará, não falo do simbolo sagrado) onde lá fiz um amigo muito querido por mim chamado Wesley. Wesley era mais velho do que eu tendo os seus 13 anos mais com um porte físico de 15 embora meio rude algumas vezes com os outros amigos e pelo seu gênio forte, era um fanfarrão que adorava conversar comigo sobre Cavaleiros do Zodíaco, Doug e músicas de Julio Iglesias (do qual ele era fã incondicional). Como sempre fui um perna bamba para brigas, Wesley me defendia batendo nos grandões e passando ordens para nunca triscarem um dedinho em mim. Foi uma fase muito boa onde eu percebi pela primeira vez o sentido da palavra amigo.
Aos 12 anos, ainda morando em Cruz aconteceu uma fatalidade em minha vida (não estou escrevendo essa parte da história para causar tristezas e sentimentos de "oh meu Deus, coitado" mas será necessário contar isso), minha irmã de 11 anos no tempo de suas férias de meio de ano morreu afogada em um rio da cidade, lembro que nunca havia sentido tamanha dor em minha vida. Devido esta situação minha avó decidiu se mudar daquela cidade, Wesley no tempo em que eu estava triste chorava pela perda de minha irmã (da qual ele gostava tbm), ele me deu uma grande força de amigo mesmo e em pouco tempo estava eu indo embora rumo a Paramoti novamente.
Irei pular essa fase de Paramoti, já que não tive muitas lembranças boas com amigos lá (embora tenha feito alguns muito bons e até tenha me apaixonado por Eliane) deixando apenas a informação que passei apenas um ano nessa cidade e engordei tanto que parecia o um mamute, e foi ai que fui para a malucolândia do Brasil, Uruburetama.
Chegando em Uruburetama, passei alguns meses em minha casa, a única coisa que conhecia da cidade era as casas em frente a minha. Passava horas e horas jogando vídeo-game e desenhando e foi em uma tarde que minha avó vendo dois molequinhos andando na rua disse "- Ei, apareçam ali naquela janela que tem um mamutizinho jogando vídeo-game, vão lá fazer amizade com ele (ela nem imaginou que eles poderiam ser 2 mini-traficantes de drogas) (o comentário anterior foi uma piada). Os molequinhos eram Thiago Coelho e seu primo que sempre iam (Thiago ia) desenhar e jogar conversa fora, ele foi um dos meus primeiros amigos naquela cidade que viria a ser palco das minhas maiores loucuras de adolescente e juventude.
Pouco tempo depois conheci George (sim, o agente George do Urubutrix), lembro que não tinha uma boa impressão dele no inicio, embora ele tenha me mostrado ser gente boa, foi por meio dele que conheci Carlos Capelinha e Davi Sales (Capela e Davigorn). Esses foram os cúmplices para as maiores frescuras, farras e o que se possa imaginar de mim naquela cidade. Em pouco tempo conheci o irmão de Davi e dai conheci uma coisa que me deixava mais ligado que Red Bull, mais alegre que filme da Silvia Saint, mais saltitante que o pula-pula do Gugu eu conheci o Black Sabbath.
Sentia que dali por diante o meu comportamento iria mudar e eu nunca mais seria o bezerro desmamado e dali por diante deixaria as camisas de botão, shorts curtos e sandálias rider e trocaria por uma camiseta preta, um calção tão grande que caberiam dois Fernalfs dentro e uma chinela.Conheci nesse meio tempo Glaydstone, uma pessoa muito batuta e que já me salvou de um quase afogamento (lá na frente eu conto isso) e começamos então a traçar a meta de se criar uma banda, mas como se apenas Davi era músico?
Capela e eu tínhamos aula de violão, mas logo eu deixei devido meus dedos não se adaptarem a fazer notas onde eles teriam que ficar muito separados, Capela continuou e em pouco tempo foi fundada a Cactroz onde tinha Davi na guitarra, Capela no baixo, Glaydstone na bateria e Fernalf nos vocais.
Cactroz foi o nome de uma música, escrita por Davi que relatava a ida de uma pessoa a um reino novo e desconhecido, lá ele encontrava um cavaleiro que tinha uma missão de matar um dragão, embora simples essa música era perfeita quando era tocada por nós e em pouco tempo escrevi mulher de papel (segundo hit). Em mulher de papel era relatado a fixação de um rapaz por uma acompanhante de jornal na qual ele colecionava os anúncios dela ( sim, o rapaz era eu e a acompanhante era Deborah Soft).
Fazíamos pequenos shows na cidade tocando cover do sabbath, ozzy e músicas autorais (duas na verdade) e lembro que era bem difícil se tocar rock para um público que nos via como doidos e adoradores do diabo. Um publico que só ouvia forró, pagode e Legião Urbana mas mesmo assim tínhamos um pequeno público fiel.
Depois dessa fase da banda, tive que vir morar em Fortaleza com o aquele sonho de ser animador e blá blá blá e aquelas coisas que todo mundo sabe, foi em Fortaleza que reforcei minha amizade com duas pessoas que eram apenas companheiros de conversa, Db e David. Esses sãos meus compadres até hoje e é sempre divertido revê-los.
Arrumávamos quase que todo final de semana alguma coisa para fazer. Ida a boates, madrugadas em RPG, bebedeiras em bar até tarde, filmes até o outro dia e etc. Fica muito difícil relatar aqui todos os momentos bons que passei ao lado desses caras, pra isso seria necessário um livro mais grosso que a bíblia e com mais palavras que o dicionário para descrever. Prefiro comentar em futuros posts algumas das melhores lembranças.
Hoje minhas pokebolas da amizade estão super lotadas por pessoas que são super-hiper-mega-tex avery-ultra- especiais para mim. Colegas de trabalho que se tornarão irmãos, colegas de viagens a Juazeiro que se mostrarão amigos mesmo e que terão sempre o meu carinho e total respeito, colegas de escola que se tornarão tão importantes pra mim que hoje fazem falta conversa com ele sobre a experiência do Vidal com água, óleo e gasolina por estar em outro estado super bem e feliz casado com outra grande amiga.
Amigos vem mas nunca se vão, pois amigos de verdade serão sempre mais difícil de ir do que aquela visita indesejada na sua casa (óbvio que eles sempre serão bem vindos). Nossa vida não é fácil, mas graças aos amigos ela se torna mais fácil suporta-lá (viu como aquelas palavras sempre fazem sentido?). Abração e até a próxima postagem.
Não esqueça de comentar, deixar uma esculhambação, uma fase que vc queria que eu contasse (embora louca mas não tão interessante para alguns) da minha infância, sei lá, um pedido de casamento, de namoro de qualquer coisa (menos cobrança por isso eu já leio e escuto todo dia) mas escreva alguma coisa.
SÉRE
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Amores de alguém diferente? Acho que não...
Estava eu ouvindo um pouco de Oasis e lembre do meu primeiro amor que ocorreu aos 7 anos de idade. Acho que com 7 anos eu só tinha duas paixões: assistir Tartarugas ninjas e Lucy. Lucy era uma garota que morava em frente a minha casa, a janela de seu quarto dava com a janela do meu quarto e eu passava as vezes noites vendo aquela menina de cabelos loiros se pentear. Eu na verdade nunca senti nada por ela até então mas me veio um dia uma vontade de estar perto dela muito grande e quando descobri que meu amigo do lado também gostava dela pus uma meta na cabeça, ter Lucy como minha namorada. Eu na verdade não tinha uma nem ideia de como namorar, achava que pegar na mão e de ouvir ela dizer "eu gosto de você tbm" já era um avanço na humanidade e tanto ( descobri o que namorados faziam aos 10).
Lembro que até brincar de casinha eu brincava para estar ao lado de Lucy, o som de sua voz rouca e o brilho de seus cabelos loiros era algo incrível para mim, meu coração acelerava como se estivesse me balançando em uma rede a toda velocidade, minhas mãos suavam como se eu estivesse com as mãos no bolso em uma tarde quente de verão, eu me tremia as vezes como se estivesse vendo a cara de um cobrador na porta de minha casa. Era algo novo e bom mas... o sentimento dela não era recíproco e dai aprendi o que era amor platônico.
Por incrível que pareça o meu sofrimento infantil de amor durou menos de uma semana com apenas um comentário feito pela irmã da mesma que disse me achar muito lindinho, isso me deu um novo rumo e assim passei a gostar de sua irmã. Namorávamos via bilhetinho que eram entregues pela minha irmã ou pela irmã dela e isso durou um tempo até razoável e acabou quando uma garota de minha escola (bem mais velha que eu) queria me namorar.
Essa era bem atirada, já sabia das coisas e pra onde direcionar uma minhoquinha caso ela saísse da latinha antes de virar isca. Não me lembro o nome dela mas lembro que acabamos com a mesma velocidade que começamos a namorar e assim tive que me mudar e deixar todo o meu descobrimento de amor em Cruz.
Com isso fui para Paramoti. Nessa cidade eu já estava pesando mais que um rinoceronte na menopausa (sim, eu fui magro como um palito de cutucar ouvido depois do almoço) e em poucos meses me apaixonei por Eliane. Eliane era uma super-garota, simpática, com uma voz tão doce que derrubava até o maior dos gigantes com apenas um "oi" dado por ela, morena e super-amigona mesmo ela conquistou meu coração em fração de alguns olhares. Engraçado é que.... ela tinha namorado (que por sinal era meu amigo de infância (desde os tempos de frauda) e com isso nunca consegui nem ao menos dizer que gostava dela pois em um ano fui para URUBURETAMA.
Em Uruburetama cheguei mais perdido que fiofó em suruba. Não conhecia ninguém e me achava muito ruim pra arrumar amigos e por esse motivo minha avó arrumou pra mim. Ela viu dois carinhas andando na calçada e disse - Ei tem um menino ali jogando video-game, apareçam lá e puxem uma conversa com ele.
Fiz amizade com um deles no qual ia muito a minha casa para desenhar e conversar de coisas triviais (detalhe é que esse mesmo cidadão ainda é meu amigo) e nesse tempo eu iria fazer minha a 6° série. Foi uma série conturbada porque eu era muito caladão e passava maioria do tempo desenhando e calado na hora do recreio mas ocorreu então uma comemoração do colégio onde todos tinham que ir e assim conheci... Gabriela.
Minha história com Gabriela foi a mais longa e difícil de explicar. A conheci nesse encontro e em menos de um ano estava estudando com ela na mesma sala, nem acreditei que estava eu na mesma sala que ela. A garota sardenta que usava óculos e tinha os cabelos loiros como a camada mais fina de uma armadura de ouro de um cavaleiro estava enfim na mesma sala que eu. Não lembro com exatidão o que aconteceu mas nesse mesmo ano ela parou de falar comigo por algo que eu não fiz e que caiu em minhas costas, lembro que ela ficou uma arara comigo e que disse nunca mais querer olhar na minha cara. Pode isso? Eu rezava para todos os Deuses dos desenhos animados para que ela estudasse comigo e quando isso finalmente acontece ela fica com raiva de mim por algo que eu não fiz?
Coloquei então uma coisa na cabeça depois desde dia, eu iria ser o mais chamativo, o mais louco, o mais extravagante, o mais ousado rapaz que ela conheceria e com isso eu deixei o cara que sofria bullying de lado e passei a fazer bullying com quem fazia bullying (combo de 3 hits).
Fazia imitações, careta, charges de professores, cantava na sala de aula, queimava provas, ia pra diretoria por um motivo apenas... ser notado por ela, não sei se ela me notava mas eu me esforçava e muito pra isso.
Depois de muita estripulias e danações finalmente me declarei a ela por meio de uma cartinha, nunca entendi até hoje porque demorei tanto tempo pra dizer isso já que não era um cara comportado demais, passei exatamente 6 anos para poder expressar isso a ela e ainda não diretamente, no fundo acho que ela já sabia.
Infelizmente não fiquei com ela pois acabei namorando outra menina e com isso não pude ir mais atrás dela (embora no meu coração eu ainda gostasse muito dela).
Com essa namorada eu fiquei 6 meses já que fui embora para Fortaleza estudar animação e tentar fazer alguma faculdade. No colégio fazendo o 2° ano do ensino médio conheci aquela que viria a ser a maior referencia para minha vida, Alessandra.
Conheci Alessandra em uma viagem de turma para Guaramiranga, a turma dela ia junto da minha. Nunca trocamos um olhar, nem nunca conversamos mas naquele dia tinha que acontecer o que aconteceu. Ao chegarmos na frienta cidade uma garota comoveu todo o ônibus em busca de sua chinela que havia se perdido dentro do mesmo e em pouco tempo estava eu, ela e um grupo pequeno de amigos subindo a alta montanha para apenas ver uma torre de telefone da Oi e uma paisagem inimaginável. Subi usando umas 2 camisas grossas e levando uma garrafa grande de água na qual eu tive que dividir com ela e seu grupo de amigos. Ao descermos tivemos a grande surpresa que o cabeça de jegue do motorista havia estacionado o ônibus em um barranco de lama e por esse motivo estava atolado.
Não sei se algum leitor pensou o que eu acabei de pensar ao escrever isso "como um grupo de adolescentes no meio de uma serra sem nada iria desatolar esse bendito ônibus?". Resposta, não desatolamos. Todo mundo metido a Hulk tentou empurrar mais o monstro oco não saiu nem do canto. Com isso não lembro como alguém comentou que eu sabia desenhar e dai todos com cara de "oba, arrumamos o que fazer enquanto esperamos o gancho. Vamos aperriá o desenhista!" e foi o que fizeram.
Um monte de gente me pedindo pra desenhar suas caricaturas (de grátis) enquanto o ônibus esperava o guincho. E lá se foi o desenhista que não sabia dizer não desenhar aquela ruma de gente, só que no entre aqueles populares havia a garota que havia perdido sua chinela, que havia subido a serra junto comigo e um grupo de amigo e que agora queria ser desenhada tbm. E por que não? Fiz então um desenho dela com o rosto de Joey Ramone e percebi logo de cara que ela não gostou. Depois de enfim o ônibus desatolar, irmos almoçar as 5 da tarde e sabermos que o ônibus havia dado o prego as 6 da noite, fomos esperar o conserto desde bendito ônibus no meio da estrada, passado assim algumas horas, algumas histórias de terror e algumas perguntas a respeito do desenho que eu havia feito enfim íamos embora.
Confesso que o parágrafo de cima foi meio conturbado e bem rápido, mas ele será necessário para o desenrolar desse capítulo.
Dentro do ônibus, Alessandra sentou junto a mim e fomos então conversando sobre coisas triviais e o por que eu havia feito ela daquele jeito, no meio disso o ônibus deu prego mais uma vez descendo de uma ladeira e faltou resposta apagando todas as luzes e então o ônibus ficou descendo em uma velocidade razoável na banguela. Meu coração pulou e a primeira coisa que pensei foi em agarrar alguma coisa que estivesse por perto,,,, adivinha no que eu agarrei? Sim, em Alessandra. Depois dessa viagem traumática algumas semanas depois percebi Alessandra com um brilho grande em seu olhos toda vez que me via, confesso que eu começava a sentir medo dela pois nunca alguém havia gostado de mim daquela forma sem eu ir atrás. Depois de muitos jogos de xadrez, algumas idas até a sua casa eis que escuto o que eu nunca havia ouvido antes:
- Tenho que te fazer duas perguntas. A segunda só será feita dependendo da resposta da primeira. A primeira é: Quer ficar comigo? (eu fiquei calado e tremendo mais que vara verde) A segunda é: Quer me dar um beijo agora? (eu nem me mexia mais e meu coração já tinha saído pelos ouvidos e dado um alô). Ela então pulou em cima de mim e me beijou.
Pensava eu que esse namoro não ia pra frente e que duraria no máximo uns 3 meses.... estamos juntos a 10 anos e acho eu que ainda tem muita história pela frente. Confesso que aquele medo se tornou o amor verdadeiro, embora eu tenha gostado de uma outra pessoa nesse tempo e ter dado um pausa na nossa vida, nunca vi esse tempo conturbado como algo ruim e sim como algo bom que me fez ver que a felicidade as vezes está na sua mão e que vc não percebe porque acha que ela está nas ruas e quando vc vê que nada daquilo tem sentido sem aquele amor que vc tem nas mãos as vezes é tarde e não há retorno. Pra mim houve um, aos tranco e barrancos mais houve.
Errar é humano, perdoar é divino e aprender com o erro é crescer.
Bem, é isso. Tinha que dividir essa história no blog já que as vezes as pessoas me vêem como um cara que sem sentimentos, apenas doido. Todo doido tem sentimentos, estranhos, anormais mais há um ali no peito.
Sére a todos e até próxima.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Governo Espelho
Em 1989, ano em que a moda era andar de calça "santro-peito", ver o concurso de garota da camisa molhada do Gugu e assistir o tão inovador show da Xuxa foi o ano em que eu descobri uma coisa que mudaria o rumo do meu modo de pensar para sempre. O que é governar? A grande pergunta que todos estão fazendo nesse momento é: Como um pivete poderia descobrir o que é governar?
Em 89 eu fazia 6 anos, foi um tempo muito perturbador para mim pois tinha eu arrancando um dente com minha mãe (sempre arrancava com minha avó, mas a sessação de dor e agonia que senti ao arrancar com minha mãe foi uma das piores lembranças que tenho), foi a época que tive caxumba ( a famosa papeira aqui no ceará), o ano em que vi uma mulher nua pela primeira vez e o ano em que descobri a função de um governante.
Estava eu em um domingo assistindo Alf, (sim o eteimoso) quando o marido de minha mãe entrou (este marido citado nessa história não era meu pai (meu pai falecerá quando eu tinha 3 anos)) e mudou de canal para assistir ao programas do Silvio Santos, lembro que fiquei com a maior raiva e fui direto a nossa tv de 18 polegas preto e branco e mudei de canal rodando a linda maçaneta redonda que tinha a tv, ele então olhou para mim franzindo a testa com e com o suas narinas tremendo e seus pentelhinhos de nariz aparecendo foi em direção a tv e mudou o canal. Qualquer criança de minha idade pararia com aquela ameaça e iria procurar o que fazer, mas eu estava determinado a assistir o meu Alf custasse o que custasse. Fiz então a mesma cara que ele fez e mudei o canal para o Alf fazendo assim com que ele tirasse a sua chinela RIDER cor preta e com a sola em formato de ondinhas e me ameaçasse dar uma chinelada. Fiquei multicor pensando na possibilidade de tomar uma chinelada daquele homem que naquelas circunstancias já se encontrava bufando igual um boi quando este toma uma chicotada do boiadeiro.
Fui até minha mãe e o deixei vendo o seu topa tudo por dinheiro mas com sangue nos olhos fazendo uma promessa a mim mesmo de que iria mudar o canal de uma vez. Falei a ela o que estava acontecendo e está com a doçura de um rinoceronte me disse: - Quem sustenta está casa? Respondendo imediatamente ela própria respondeu: - Eu e o Guilherme. Você não escolheu a mãe que queria, mas eu escolhi o homem que eu queria, dando a ele poder para mandar e desmandar na casa igualmente a mim. Trabalho para sustentar você e sua irmã, tanto eu quanto ele temos o mesmo objetivo e o mínimo que ele poderia ter em troca de tudo que faz por você e sua irmã e assistir tv então vá procurar o que fazer e o deixe em paz.
Este texto pode parecer estranho a principio mas ela tem um trecho que marcou muito a minha infância. Você as vezes pode não ter escolhido o governante que tem e por isso deixa com que os outros que cometeram a besteira de escolher errado se lascar para que paguem por seu voto mal dado. Acontece que eles vão empurrando suas obrigações para qualquer um que faça um pouquinho a mais para que este leve os louros do progresso (se der tudo certo) e crucifique o pecador (se tudo der errado) fazendo assim com que você apenas "busque o que fazer" sem incomodá-lo, rever o passado e analisar se poderia ou não sair algo de bom em escolher aquele ou este candidato é o mais sensato a ser feito, ver as propostas do candidato e procurar saber o que ele já fez no período em que esteve no poder igual um dono de empresa que analisa o curriculum de um candidato a uma vaga em sua empresa procurando saber das referências e qualidades. Abrir os olhos é o primeiro passo....
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Pequenos Gestos, Grande Afeto
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| Eu aos 3 anos de idade |
Minha avó (uma verdadeira heroína por ser Pai e Mãe para mim) não podia me dar toda a sua atenção pois trabalhava 24hs sim 24hs não no hospital e eu ficava com babás ou sozinho (isso depois dos 16 anos). Lembro que das melhores brincadeiras a de amarrar uma caixa de papelão nas costas e uma tira de pano no rosto e sair na rua me sentindo uma verdadeira tartaruga Ninja, ou por um tubo de linha seco amarrado em com uma corda e junto da mesma caixa de papelão virar a mochila de prótons dos Caça-fantasmaseram minhas brincadeiras preferidas. Com um tempo minha avó foi morar no hospital e com isso eu passava o dia todo trancado no leito de repouso dos médicos assistindo uma tv pequenina que também era um rádio (ainda preto e branco) e desenhando. Eram tempos bons, onde a tecnologia não chegava a todos e mesmo assim todos eram felizes. Onde a programação da tv estava de bom tamanho e todos os meus amigos de colégio eram amigos de verdade.
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| Aos 17 anos com meus amigos na Banda de Rock |
Passando muito tempo depois, vim a fortaleza com a ideia de fazer animação e com isso conheci minha atual companheira. E confesso que eramos de varar noites na casa de amigos, em boates e danceterias e de viver curtindo como se não houvesse amanhã e com um tempo recebemos a notícia que ela estava grávida. Lembro que meu mundo caiu, como eu iria sustentar aquela criança se nem trabalho fixo eu tinha? Como sustentar a gravidez de minha esposa? E pouco meses depois ela sofreu um aborto e o meu filho Gabriel morreu. Foi uma dor que eu jamais pensei sentir, foi como se uma flecha de adamantium furasse meu peito com uma força de 2 toneladas, lembro que adoeci e de uma simples gripe tive uma bronquite grave e graças a Deus me curei.
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| Maria Clara, a luz da família |
A ela eu apresentei tudo aquilo que me fazia sorrir quando criança, Pernalonga, Pica-Pau, Tom e Jerry, vários desenhos Disney, revista em quadrinhos ( e ela nem entendia nada ainda) e aos 2 anos, lembro que ela acordou muito cedinho e não quis mais dormir. Peguei-a nos braços, armei uma rede na sala próximo a tv e foi deitar com ela na rede, e fomos ver o que passava. Estava começando o Telecurso 2000, e eu levantei correndo peguei um dvd do Pernalonga e pus ela pra assistir enquanto eu voltava a dormir ( detalhe, liguei o repet e quando acabasse todo o dvd começava de novo). Minha esposa acordou as 7:30 por ai e ela ainda estava acordada assistindo, ela então me acordou e disse "Fernando, nossa filha tá vendo desenho até uma hora dessas e sem chorar?" eu acordei, limpei meus olhos e olhei para ela que me olhou também em resposta e sorriu.
Descrever essa situação pode parecer simples a quem lê mas para mim foi uma das coisas mais lindas que vivi com ela, e todos os dias antes de sair para o trabalho eu tinha que ligar a tv, colocar o Pernalonga, pôr ela no meu colo sentado numa cadeira de balanço e ver o dvd até acabar, era uma rotina simples para mim mas super importante para ela.
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| Rafael, meu pequeno grande Herói |
Hoje, passei por mais uma, Minha terceira filha estava chorando muito pra dormir por conta de uma caneta que ela queria. E eu estava muito nervoso por conta dos dias que estou sem dormir trabalhando, então apaguei a luz, peguei no rostinho dela e... expliquei o que eu estava sentindo. Disse que estava cansando, que a amava muito e estava dando tudo de mim pra dar uma vida boa a ela e queria que entendesse isso um pouquinho e parasse de chorar. Ela tocou o meu rosto com as duas mãos, me puxou próximo a ela e me deu um beijo na testa e nesse momento ela parou de chorar ( mas eu comecei).
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| Fernanda, aquela que trás a alegria |
São pequenos gestos desses pequenos que fazem o esforço de um pai valer a pena.
Hoje, por conta de cada demostração de carinho deles para comigo e dessa preocupação que tenho em dar uma vida boa a eles e tudo, consigo entender o porque da minha avó ser do jeito que era. Começo as vezes a agir como ela e percebo que não é por ser chato mas por cuidado. Por você não querer que seus filhos passem as coisas ruins que vc passou, por saber hoje o quanto vale os estudos na sua vida, por saber que filhos cedo demais não é uma boa opção (embora eles sempre são uma boa opção para mim). Hoje eu entendo perfeitamente minha avó, sei que ela não agia daquela forma por não confiar em mim, agia daquela forma por Amor e eu fico muito grato em saber que esse amor que eu recebi não tem tamanho e será ele que eu vou repassar aos meu filhos e espero que eles façam o mesmo com os seus.
Sére
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Eles Existem Sim, só que não se Parecem maiS
Semana passada, eu e mais alguns amigos participamos da Feira do Empreendedor do SEBRAE com uma palestra sobre Arte Conceitual e Animação para Web. Eu fui na parte da animação, e foi uma das palestras que mais lotou o local, lembro da mocinha lá na porta de passagem dizendo que houve fila para entrar e gente esperando alguém sair para outro entrar.
No meio dessa palestra, falei da criação do Urubutrix, de como uma animação surgiu de uma fanzine feita em papel a4 e caneta bic preta. De como boa parte dos personagens do site (pelo menos da ala dos heróis) foram inspirados em pessoas de verdade que conviveram comigo ao longo de muitos anos. Alguns dias depois, recebi vários emails de fãs me pedindo uma postagem ou alguma coisa do tipo mostrando essas pessoas e o elenco de dublagem desses personagens. Parando para pensar, nesses quase 4 anos de site só liberei essa informação uma vez na comunidade do urubutrix no Orkut, por isso resolvi criar esse post hoje para mostrar a todos que me mandam esses emails esses personagens reais.
ALESSANDRIEL (Dubladora: Alessandra Santos)
FERNALF ANDRAST ( Dublador: Fernando Santos)
DARKILLA ( Dubladora = Gabriela Rodrigues)
DAVIGORN ( Dublador = Fernalf Santos)
CAPELA ( Dublador: Dito)
VITOMIR (Dublador = Dito)
RACHEL (Dubladora: Aline Rodrigues)
MIROLHA (Dublador: Fernalf Santos)
DB (Dublado: Dito)
PARSEC (Dublador: David Bertoldo)
FACÃO (Dublador: Rafael Cassimiro)
ONOFF (Dublador: Onofre Junior)
MIZIFRIM (Dublador: Fernalf Santos)
Embora seja baseada na pessoa, suas personalidades, suas caracteristicas físicas e psicológicas foram alteradas, transformando aquela pessoa real em apenas um personagem. Me canso de dizer e repito aqui....
QUEM ESTÁ NO URUBUTRIX NÃO É A PESSOA É APENAS UM PERSONAGEM. O ser real foi a base para a criação do personagem.
Bem, acho que é só. Espero ter respondido essa dúvida que todos tinham e que venham mais, quem sabe Apolinário não responde os próximos.
Sére
Breaking All the Rules \,,/
No meio dessa palestra, falei da criação do Urubutrix, de como uma animação surgiu de uma fanzine feita em papel a4 e caneta bic preta. De como boa parte dos personagens do site (pelo menos da ala dos heróis) foram inspirados em pessoas de verdade que conviveram comigo ao longo de muitos anos. Alguns dias depois, recebi vários emails de fãs me pedindo uma postagem ou alguma coisa do tipo mostrando essas pessoas e o elenco de dublagem desses personagens. Parando para pensar, nesses quase 4 anos de site só liberei essa informação uma vez na comunidade do urubutrix no Orkut, por isso resolvi criar esse post hoje para mostrar a todos que me mandam esses emails esses personagens reais.
ALESSANDRIEL (Dubladora: Alessandra Santos)
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| Alessandriel = Alessandra Santos (my wife) |
FERNALF ANDRAST ( Dublador: Fernando Santos)
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| Fernalf Andrast = Fernando Santos (eu por eu) |
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| Darkilla = Liliana Reis |
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| Davigorn = Davi Pinheiro |
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| Capela = Carlos Conrado |
RACHEL (Dubladora: Aline Rodrigues)
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| Rachel = Raquel Pinheiro |
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| Mirolha = Eric Victor |
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| DB = DB |
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| Parsec = David Bertoldo |
ONOFF (Dublador: Onofre Junior)
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| Onoff = Onofre Junior |
MIZIFRIM (Dublador: Fernalf Santos)
Embora seja baseada na pessoa, suas personalidades, suas caracteristicas físicas e psicológicas foram alteradas, transformando aquela pessoa real em apenas um personagem. Me canso de dizer e repito aqui....
QUEM ESTÁ NO URUBUTRIX NÃO É A PESSOA É APENAS UM PERSONAGEM. O ser real foi a base para a criação do personagem.
Bem, acho que é só. Espero ter respondido essa dúvida que todos tinham e que venham mais, quem sabe Apolinário não responde os próximos.
Sére
Breaking All the Rules \,,/
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
cONfusÕes MenTAis
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| Dramatic Chipmunk -- Um dos "famosos" da internet. |
Quando tinha 5 anos de idade, lembro de um dia olhar para minha mãe e dizer com toda a certeza do mundo que queria ser Desenhista Animador. Não tinha um nome certo de como chamar e então chamava de desenhista de animação de televisão. Como poderia eu ter essa certeza que existiria esse tipo de profissão no mundo? Dedução. Como eu assistia muito cartoons como Pernalonga, Pica-Pau, Mickey e Donald e etc, eu tinha na mente que alguem desenhou aquela porra e que eu um dia faria o mesmo.
Quando tive a oportunidade de começar a criar meus personagens me sentia na situação daqueles desenhistas que criaram os clássicos personagens e pensava eu que era uma classe que se ajudava, que a arte falava mais alto no sangue de qualquer animador ou desenhista. Quebrei minha cara.
Foi ai que percebi que o EGO fala mais alto que a arte em si, juntamente com o DINHEIRO e a FAMA. Com isso foi criada as três divindades da Arte. O que é uma pena ver algo tão fora da realidade de pessoas normais se tornar algo tão simples como se fazer um miojo.
E assim nasceu a arte de esquina onde qualquer um que pague um papel infâme e ridiculo se torna famoso e artista, menosprezando assim grande atores, pintores e músicos a ridiculóides de internet. Onde até mesmo uma criança chorar por ter matado uma formiga o torna famoso. E não para por ai, grandes futuros artistas se rendem a esse tipo de coisa fazendo o mesmo, usando assim sua arte bela e boa em algo "povão" e "mongol" apenas por seus 5 minutos de FAMA, ganhando assim um DINHEIRO amais e alimentando o seu EGO. Olha os 3 juntos denovo.
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| Darlene Sampaio, personagem de Deborah Secco em uma novela. A personagem atrás de fama mesmo sem ser artista. |
E ao longo dessa semana eu passei por uma fase em que meus pensamentos estavam confusos em relação a isso, fazendo assim meu cérebro trabalhar 24hs por dia, não descansando nem um minuto. Com isso estava eu dormindo as 5 da manhã mas não trabalhando, pensando. As vezes coisas banais ou palavras soltas e desconexas tipo " banana, quem criou essa palavra? e por que ela é chamada assim?" "quem determinou que colocar carne no fogo é bom para comer?", " quem inventou a língua portuguesa, e qual a primeira palavra dita nela?", coisas sem sentido. E nessa chuva de pensamentos desconexos percebi que arte é pura, é um mundo cheio de poesia e beleza onde nem todos entendem, mas aqueles que estão lá entenderão. Pessoas comuns passam anos e anos estudando para entender a cabeça de um artista, enquanto um artista passa apenas horas para entender outro.
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| Youtube, as vezes se torna um circo dos horrores. |
Sére
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Violência ou Simples Entretenimento?
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| Meu Filho Rafael vestido de John Cena |
Gostaria de relatar uma fase na qual ando vivendo nesses últimos anos e no qual aprendi a gostar. Em 2009, comprei o meu primeiro PSP ( um video-game portatil da Sony) e como não tinha muitos jogos a minha disposição o jeito foi procurar na net, assim acabei encontrando o jogo WWE Smackdown vs Raw 2009. Como sempre fui fã de Street Fighter e sua franquia, acabei sendo conquistado por WWE 2009 por conta que, a franquia da CAPCOM estava ficando muito sacal. O desgaste é notado em seus jogos recentes, assim sendo, WWE 2009 me conquistou porque foi onde tive aquela antiga sensação que tinha ao jogar um game de luta, diversão é indispensavél.
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| WWE Smackdown Vs Raw 2009 |
Essa coisa que Street Fighter tinha acabou se perdendo no tempo, ficando mais métodico e com gráficos sempre melhores, mas péssimo no quesito Diversão. Em WWE 2009 obtive esse prazer, não só pela jogabilidade com comandos simples de ataques, esquiva e defesa mas também pelo enredo no qual vc de certa forma começa a se envolver.
Conhecer a história e motivação de cada lutador, saber porque eles agiam daquela forma e decorar cada movimento de cada um foi um prazer que eu não tinha desde os meus tempos de garoto jogando Street Fighter e Mortal Kombat. Onde em locadoras, sentava com meus colegas escola quando termina a aula, e ia decorar os nomes dos golpes. Sabia que Ryu soltava Haduken, Sagat seu Tigercop e assim por diante. Um aprendizado inútil hoje em dia, mas muito divertido e prazeroso na época.
Assim, conheci em poucos meses todos os golpes, nomes dos lutadores, motivações, backgrounds uma infinidade de informações que vão além do game. Saber que Undertaker é o lutador de maior invencibilidade na história do Wrestling Americano nunca perdendo um Wrestlemania desde sua estréia em 1991, sendo 19 anos sem perder nenhum. A importancia de Shawn Michaels e Triple H dentro do WWE e saber que o R-Rated Superstar Edge é o lutador que mais ganhou o cinturão de peso pesado do WWE em 11 vezes.
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| Undertaker, invicto com 19 Wrestlemanias |
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| Triple H e Shawn Michaels forma o D-Generation X |
As lutas mesmo sendo encenadas são um Show super bem produzido, um Cirque du Soleil com socos e chutes. A sensação de ver uma luta dessas é a mesma de se ler uma HQ da Marvel e DC. Pois essa é a impressão que a WWE tenta passar, que todos no ringue ali são hérois com super-poderes defendendo algo em prol da humanidade ( Uma nota bem importante é que os hérois das Hqs americanas foram uma tiverão influência a lutadores da luta livre da época e hoje é o contrario, a influencia dos quadrinhos na luta live).
A violência de esportes de luta reais não deveria dar prazer, ver duas pessoas se matando quebrando dentes e ossos para uma motivação zero, não é entretenimento. Fico as vezes tentando entender porque várias pessoas enchem a boca para dizer " isso que tu assiste é de mentira" ou " não é nem de verdades, eles nem sangram". Por que para se ter diversão vendo uma luta, tem que haver sangue e golpes reais? Idolatria a violência real? Não sei responder, apenas sei que o mundo sempre precisou de hérois para ser algo que tivesse as virtudes nas quais não tinham. O dos meus filhos sou eu, o meu foi meu pai e assim continua. o ser-humano sempre buscou alguem com super-poderes que pudesse ser o pai do universo e pudessem recorrer quando precisasem de ajuda, esse é o conceito de DEUS.
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| O R-Rated Superstar Edge e preparando-se para um Spear |
WWE é um universo muito grande no qual não se torna ponto de fuga e sim, trás a tona valores esquecidos pelos hérois de hoje. Valores e idéias que deixaram de existir em algum ponto da nossa história. Que a família é a coisa mais importante do mundo e que se divertir ao lado deles é algo de valor inigualavél e que a justiça do bem sempre vence. Isso é algo que deveria ser espelho para outros programas de tv, que não pensam na família e sim em membros separados. Que pena.
ps: Adoraria ver o BWF seguir essa linha de entretenimento também. O Brasil tem um potencial maior que fora, resta saber aproveitar. Quem sabe algum roterista e uma boa equipe de publicidade não faça isso acontecencer. Adoraria poder ajudar.
SÉRE
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